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Marchas Populares em Almada

Os primeiros registos de Marchas Populares, em Almada, remontam aos anos de 1946/47, que fazem referência a uma Marcha organizada pelo Clube Recreativo Chinquilho Margueirense, que exibiu-se em Lisboa, na Feira Popular e desfilou na Avenida da Liberdade.

Na Costa da Caparica, a primeira marcha, de que há conhecimento, realizou-se nos anos 40, sendo lembrada como uma marcha "trapalhona", porque foram usadas as tradicionais roupas axadrezadas e os trajes típicos da terra.

A Marcha da Trafaria, de 1957, deixou boas lembranças, que até hoje perduram, tendo sido muito apreciada nos desfiles que realizou em Lisboa (Feira Popular) e em Setúbal.

No final dos anos 80, do século passado, as Marchas Populares de Almada, que até aí tinham uma realização esporádica, começaram a realizar-se de forma regular.

A partir da década de 90 (do século XX), as Marchas Populares de Almada têm vindo a ganhar expressão, tanto pelo aumento do número de marchas participantes, como pela grandiosidade dos trajes, das coreografias e da criação musical, salientando-se as referências às tradições locais nos temas escolhidos.

 

 

Marchas participantes
Marcha Infantil - Projeto Age em Rede CLDS 4G

Projeto coordenado pelo Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Conceição da Costa de Caparica e executado, em parceria, com a Santa Casa da Misericórdia de Almada.

Tema: "Trafa-Rica Enamorada"

A Trafa-Rica é uma marcha popular infantil que promove a cultura e as tradições locais junto das crianças e das suas famílias.

A marcha, que se iniciou com crianças da Trafaria e da Costa de Caparica, alargou a sua atuação à Charneca de Caparica e à Sobreda.

Em 2022, a Trafa-Rica conta uma história de amor entre um pescador e uma jovem camponesa. Um amor proibido que tinha como local de encontro dos enamorados, a fonte dos casais da Charneca de Caparica.

Padrinhos: Cláudia Pereira, coordenadora RE-AGE em Rede, e Paulo Silva, presidente da Associação de Moradores do 2.º Torrão

Ensaiadora: Fátima Pinto

Letra : Andreia Salgueiro e Bruno Henriques

Música: Cedida pelo Centro Comunitário PIA II - SCMA

Marcha Infantil – Os Costinhas

Tema: "Os Costinhas nas cusquices das vizinhas"

Padrinhos: Patrícia Gonçalves e Aníbal Silva

Ensaiadores: Maria José Ribeiro e Maura Guerreiro

Letra e Música : Ângelo Ramos

1. Marcha do Centro Comunitário PIA II

Tema: "Cais do Ginjal: Memórias da nossa gente"

Em tempos idos, o Ginjal foi um importante centro náutico. Sendo um cais de acesso fácil, fervilhava de vida e de atividade. Ao Ginjal aportavam barcos carregados, que alimentavam as indústrias e o comércio existentes.

Todo este esplendor foi esmorecendo, tornando-se uma memória, no nevoeiro do tempo, olhando o vai e vem das ondas e dos barcos para outros rumos, embalados pelo murmúrio das águas num sono de pedra.

O Ginjal irá despertar para uma nova vida e tornará a ser um espaço de vida, com habitação, comércio e cultura.

São estas as memórias e a esperança que hoje fazem cantar, para o povo de Almada, a Marcha do Centro Comunitário do PIA II.

Padrinhos: Andreia Ventura (atriz) e Sérgio Alves (ator)

Ensaiadora: Maria Temporão

Coreógrafa: Rafaela Gomes

Coordenador: João Marques

Conceção dos arcos: Cátia Durão

Execução dos arcos: Cátia Durão, Bruno Varela, João Marques e marchantes

Conceção dos trajes: Cátia Durão

Execução dos trajes: Odília Caires e Beatriz Velhinho

2. Marcha da Costa de Caparica

Tema: "Lá vai ela a Costa… Em arraiais"

Lá vai ela...

Que hoje pôs a sua saia comprida.

Bandeirinhas e um balão.

É festa de gente rija

O arraial de S. João

Provocando o padroeiro ao som do cavalinho

Numa noite em que ninguém canta baixinho

Toda regateira num sobressalto

Invade as casas de alegria

Nesta noite, dizem eles

Há festa na Costa de Caparica

Padrinhos: Conceição Ribeiro (fadista) e Rui Vaz (fadista)

Ensaiador/Coreógrafo: Ruben Coutinho

Coordenador: Cátia Durão

Conceção dos arcos: Cselectrics

Execução dos arcos: Cselectrics

Conceção e execução dos trajes: Ana Marques

3. Marcha do Beira Mar de Almada

Tema: "Aguadeiros"

No nosso "hoje" basta abrir uma torneira para ter acesso ao bem mais essencial e precioso para a humanidade, a água.

No "ontem", e até à década de 50, naquela que era a vila de Almada, eram os aguadeiros os responsáveis por vendê-la, porta-a-porta, carregando os seus burros com grandes barris cheios desta preciosidade.

Nos chafarizes de Cacilhas, da Fonte da Pipa, do Poço da Romeira ou da Fonte Santa, os aguadeiros abasteciam os seus barris para venda, mas apenas os "endinheirados" a podiam comprar. O povo fazia fila nos chafarizes para, gratuitamente, encherem as suas vasilhas de água para uso doméstico.

Elas e eles retratam os aguadeiros de 1930 e, curiosamente, representam, também, o início daquilo a que podemos chamar hoje: Grande Marcha do Beira Mar, porque não podemos falar de água, sem falar de vida.

Os nossos aguadeiros fazem a festa de Cacilhas, cheios de cor, alegria e força de viver.

 Padrinhos: Sónia Costa (cantora) e João de Carvalho (ator)

Ensaiadores: Hugo Barros e Sara Alves Brandão

Coreógrafo: Hugo Barros

Coordenadora: Tânia Correia

Conceção e execução dos arcos: Gina Caeiro

Conceção dos trajes: Gina Caeiro

Execução dos trajes: Glória Penetra

4. Marcha da Al-Madan

Tema: "Da chita ao S. João: Almada tradição"

Os arraiais e os festejos populares alusivos ao S. João (Santo Padroeiro de Almada) tiveram um forte impacto, a partir do século XVI, onde a crença passou a ganhar mais importância e os arraiais se tornaram tradição.

Todavia, ao longo de todo o ano, Almada pautava pelas comemorações que dignificassem e atraíssem a atenção do seu povo, como os célebres Bailes da Chita.

Nestes bailes as raparigas exibiam, com todo o esplendor, modelos de alta-costura num tecido menos nobre, o que permitia manter um alto nível de elegância sem gastar muito dinheiro, através das confeções feitas pelas costureiras da época. Os rapazes procuravam o melhor fato, junto do seu alfaiate.

Assim, com este tema, esta Marcha Popular pretende recordar e retratar os festejos populares outrora vividos em Almada com muita alegria, cor e elegância.

Padrinhos: Vanessa Silva (atriz e cantora) e Miguel Amorim (músico)

Ensaiador e Coreógrafo - Fábio Emiliano

Coordenador: Fábio Emiliano

Conceção dos arcos: Edgar Sousa

Execução dos arcos: Joaquim Mário Castro e Nuno Silva

Conceção dos trajes: Edgar Sousa

Execução dos trajes: Cristina Almeida e Idalina Domingos

5. Marcha da Trafaria

Tema: "Soldados da paz, vozes de esperança"

Vimos homenagear todos aqueles que arriscam a vida pelos outros, muitas das vezes colocando a sua própria em risco.

A Trafaria sempre teve homens e mulheres que honraram esta profissão e que, em prol dos outros e da vida humana, saem todos os dias sem saber se regressam.

O fogo é um dos maiores flagelos da humanidade, mas é tão gratificante salver uma vida que compensa todos os riscos.

Vimos, no S. João, celebrizar todas as vezes que, partindo em missão, somos acompanhados por um anjo que nos protege.

Padrinhos: Jessica Antunes (influencer) e Rui Figueiredo (influencer)

Ensaiador e Coreógrafo: José Carlos Mascarenhas

Coordenador: Vilma Lisis Mascarenhas

Conceção dos arcos: José Carlos Mascarenhas e Vilma Lisis Mascarenhas

Execução dos arcos: Miguel Caldeira, Pedro Lopes e Rui Rosendo

Conceção dos trajes: Vilma Lisis Mascarenhas

Execução dos trajes: Maria Júlia Santos - Isabela Santos Confeções

6. Marcha da SFUAP - Cova da Piedade

Tema: "As vinhas da Romeira"

Este ano a Marcha da SFUAP - Cova da Piedade, vai homenagear a Romeira Velha, que em tempos atraiu bastante população para trabalhar nas suas vinhas, que deram fama à Região, devido à boa qualidade dos vinhos nela produzidos.

Padrinhos: Guilena e Dima (bailarinos)

Ensaiador e Coreógrafo: José Nunes

Coordenador: Andreia Rodrigues

Conceção e execução dos arcos: Proeasy Design

Conceção dos trajes: Andreia Nunes

Execução dos trajes: Aldina Jesus

7. Marcha do Pragal

Tema: "Até ao lavar dos cestos é vindima"

Por altura dos séculos XVII e XVIII, o Pragal era uma zona de forte desenvolvimento da viticultura, tendo sido o motor de florescimento desta cultura.

Pretendemos, este ano, homenagear essa cultura fazendo dela o elemento essencial da nossa marcha, seja no Figurino, seja na Cenografia e mesmo na Coreografia.

A uva, as parras, os cestos e a vindima serão as personagens principais do Pragal 2022

Padrinhos: Paulo Vasco (ator) e Dora (cantora)

Ensaiadora e Coreógrafa: Sofia Pereira

Coordenador: Bruno Santos

Conceção dos arcos: Helder Gomes

Execução dos arcos: Proaesy Design

Conceção dos trajes: Helder Gomes

Execução dos trajes: Júlia Santos

8. Marcha da Charneca

Tema: "Chega p´ra lá não me mascarres"

Os carvoeiros e as lavadeiras!

Noutros tempos os homens da Charneca permaneciam toda a semana na Mata dos Medos a produzir carvão, à moda antiga, em montes de areia onde a lenha do pinhal ardia lentamente até formar carvão.

As mulheres, um dia por semana, iam a pé até ao areal da praia do Rei, onde brotava água doce, em covas que abriam e com a qual lavavam a roupa da semana.

Branca lavadeira, negro carvoeiro, as lides domésticas faziam os encontros serem frequentes, o sabão e o carvão viviam num "chega p´ra lá" constante.

De uma coisa todos temos a certeza, sem mais voltas e porquês, a história deles é mascarrá-los outra vez!

Padrinhos: Cátia Santos (fadista) e Miguel Ramos (fadista)

Ensaiadores e Coreógrafos: Vanessa Rocha e Diogo Vaz

Coordenador: Felisbela Correia

Conceção dos arcos: José Almeida

Execução dos arcos: Comissão da Marcha e Daniel Oliveira

Conceção dos trajes: José Almeida

Execução dos trajes: Júlia Santos

9. Marcha da Capa Rica

Tema: "Era uma vez... a lenda da Capa Rica"

Da lenda aos nossos dias!

Após a análise da lenda da Capa Rica, todos nós temos a certeza que da lenda à realidade vai apenas um piscar de olhos!

Rica, com ou sem Capa, será uma proposta arrojada, com determinação e verticalidade, que demonstra que a lenda se cruza com as realidades dos dias de hoje.

Os nossos emigrantes, as pessoas que continuam a sair das suas terras, em busca de um sonho e de uma vida melhor, são, também, elas vistas de forma estranha nos países onde chegam!

Um dos mais sofridos sentimentos de um emigrante é a saudade, que começa a ser sentida, no preciso momento em que se abraça a família para um adeus e um até breve.

As lágrimas misturam-se umas com as outras e as palavras pouco percetíveis, são curtas e abafadas, moldadas pelo sufoco do choro.

Padrinhos: Diana Soares (fadista) e João Mendes (empresário)

Ensaiadores e Coreógrafos: Américo Silva e Pedro Augustos

Coordenador: Pedro Duarte

Conceção e execução dos arcos: Hugo Miguel Barros

Conceção dos trajes: Dino Alves

Execução dos trajes: Aldina Jesus

Outras informações
Preços

Os bilhetes para a final das Marchas Populares podem ser adquiridos no Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada”, no Feijó, no dia 2 de julho, a partir das 17h, com o custo de 5€.

As crianças só podem entrar a partir dos 3 anos.

Ordem do Desfile de dia 23 de junho

As marchas desfilam, às 21h00, na Avenida António José Gomes, pela seguinte ordem:

1. Marcha do Centro Comunitário do PIA II

2. Marcha da Costa de Caparica

3. Marcha do Beira Mar

4. Marcha da Al-Madan

5. Marcha da Trafaria

6. Marcha da Cova da Piedade

7. Marcha do Pragal

8. Marcha da Charneca

9. Marcha da Capa Rica

Ordem do desfile de dia 2 de julho

As marchas desfilam, às 21h00, no Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada”, pela seguinte ordem:

1. Marcha da  Capa Rica

2. Marcha do Beira Mar

3. Marcha da Costa de Caparica

4. Marcha da Cova da Piedade

5. Marcha do Centro Comunitário do PIA II

6. Marcha da Al-Madan

7. Marcha do Pragal

8. Marcha da Trafaria

9. Marcha da Charneca

Resultados
Concurso das Marchas Populares de Almada 2022