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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico (Languedocense?); Calcolítico
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico elevado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1128); PDM de Almada

Aesso desde a povoação da Raposeira

Alpenas

Outras designações
Forte de Alpenas
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Imagem representativa de ARQ0015
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Imagem representativa de Alpenas. Conjunto de material lítico identificado.
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Imagem representativa de Alpenas. Enquadramento parcial.

Estação arqueológica referenciada por Octávio da Veiga Ferreira e inventariada, em 1976, por elementos do Centro de Arqueologia de Almada. O sítio localiza-se a este do Forte de Alpenas, implantando-se no topo da Arriba Fóssil sobre uma cascalheira de cronologia plio-pleistocénica (c. 3,6 milhões de anos a 11 700 anos). A mancha de dispersão dos materiais expostos em superfície estende-se predominantemente para oeste.

Os vestígios identificados evidenciam uma acentuada diacronia ocupacional, assente na reocupação recorrente deste ponto estratégico ao longo da Pré-história Antiga e Recente. Entre o espólio recolhido na década de 1970 destacam-se fragmentos de cerâmica campaniforme (Calcolítico: c. 2500 a.C. — 2000 a.C.) e lascas de sílex, em associação com indústrias líticas sobre seixo atribuíveis ao Paleolítico (c. 500 000 a.C. — 100 000 a.C.) — eventualmente de tradição Languedocense (c. 8000 a.C. — 4500 a.C.) —, as quais apresentam uma patine eólica característica.

O depósito arqueológico original sofreu uma severa destruição durante a segunda metade do século XIX, em virtude das movimentações de terras mecânicas para a construção da referida estrutura fortificada.

No decurso de trabalhos de campo realizados em 2015, confirmou-se a presença de espólio em superfície, sinalizando-se, essencialmente, núcleos e lascas de indústria lítica sobre seixos de quartzito e sílex.