TRAÇO CONTÍNUO - 24 horas a desenhar
A Casa do Desenho celebra-se a desenhar! Durante 24 horas ininterruptas, a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea assume-se como um espaço aberto à experimentação, à criação e à descoberta, onde o desenho acontece sem parar. Atreva-se a vir desenhar connosco!
PROGRAMA
19 de setembro (sábado)
das 14h às 17h
Do muro à Cerca - Manoel Quitério
Nesta maratona a desenhar, vai nascer uma pintura mural no Parque de Escultura. Com projeto e orientação do artista Manoel Quitério, os participantes são convidados a colaborar na criação de um mural que celebra o desenho, os 25 anos do Jardim Botânico e algumas obras artísticas marcantes que se cruzam com a história deste Centro de Arte Contemporânea.
Local: Parque de Escultura
Destinatários: todos
Lotação: máximo 15 participantes em simultâneo
das 16h às 19h
Uma casa de imagens - João Fazenda
Na Casa da Cerca, entre as galerias e o jardim, moram muitas imagens. Há desenhos que espreitam das paredes, esculturas a viver na sombra das árvores, flores a dançar ao vento. Que histórias sobre a Casa nos contam estas imagens? E que histórias nos sugerem? Quando as descobrimos numa visita à Casa, algumas dessas imagens passam também a morar na nossa memória. Como seria um cartaz dessa memória e dessas histórias? São esses cartazes que vamos fazer nesta oficina partindo da técnica do stencil.
Local: Jardim dos Leitores
Destinatários: todos a partir dos 6 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 18h às 21h
Criaturas mágicas d’O Chão das Artes - Susana Lemos
E se as árvores, plantas, pedras e texturas dos jardins da Casa da Cerca ganhassem vida? Nesta sessão da Maratona do Desenho, os participantes vão descobrir criaturas mágicas escondidas na paisagem através da pareidolia. Vamos abrandar o olhar, utilizar pigmentos naturais extraídos das plantas e criar seres fantásticos com aguadas e grafites aguareláveis. Uma atividade imersiva para explorar o lugar e desenhar o mundo através da observação e com imaginação.
Local: Mata d’O Chão das Artes
Destinatários: todos a partir dos 6 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 20h às 23h
Comida para desenhar e comer - João Catarino
Num regime de buffet, de caderno e prato nas mãos, os participantes serão convidados a deambular numa área dentro e fora da Casa da Cerca, onde será servida comida num período entre o dia e a noite, circulando numa área onde desenham, por vezes de pé, outras vezes sentados.
Os desenhos partem de escolhas do que se leva no prato e o que se traz para o desenho, numa combinação harmoniosa de "apetites," confrontando o impulso do desenho com a vontade da degustação. Para compor a mesa do desenho, tragam comida facilmente partilhável.
Local: Frente de rio
Destinatários: todos, a partir dos 6 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo.
Inscrição prévia para marcar.cac@cm-almada.pt
das 22h à 01h da madrugada de domingo, 20 de setembro
A madrugada do Desenho - Adriana Molder
A madrugada do Desenho propõe desembaraçar o novelo conturbado da “madrugada” que antecede ao acto criativo. É uma prática de três horas que pretende criar um ambiente propício à criação artística. A pintora Adriana Molder vai, através da celebração de modelos existentes e contando com a individualidade de cada um, impulsionar o trabalho de desenho e pintura dos participantes.
Local: Galeria Principal de exposições
Destinatários: todos, a partir dos 15 anos
Lotação: máximo 15 participantes em simultâneo
Inscrição prévia para marcar.cac@cm-almada.pt
20 de setembro (domingo)
das 00h às 03h da madrugada
Em busca da linha que fala (desenho de modelo nu) - Mário Linhares
Nesta sessão, iremos desenhar a figura humana recorrendo à inspiração técnica de artistas como Egon Schiele ou Almada Negreiros. Faremos exercícios rápidos de aquecimento (5 a 7 minutos cada), assim como outros com maior tempo de execução, que irão permitir explorar as relações: linha/mancha; figura/fundo; acabado/inacabado.
Local: Salão Nobre
Destinatários: a partir dos 18 anos
N.º de sessões e duração: 3 horas (duas sessões de 1h30 - entradas e saídas no fim de cada sessão)
Lotação: máximo 20 participantes em simultâneo
Inscrição prévia para marcar.cac@cm-almada.pt
das 02h às 05h da madrugada
Desenhar a luz - Mimi Tavares
À noite o jardim é outro. Enche-se de mistérios. Vamos passear por ele e iluminá-lo pontualmente com as nossas lanternas, descobrindo de outro modo aquilo que sempre lá esteve, mas que agora é diverso. Captamos imagens desse percurso e vamos para a Estufa d’O Chão das Artes desenhar, em fundo negro, a luz das árvores e plantas que surpreendemos na noite.
Local: n’O Chão das Artes e Estufa do Jardim Botânico
Destinatários: todos a partir dos 16 anos
Lotação: máximo 20 participantes em simultâneo
das 04h às 07h da madrugada
Discoteca do Desenho - Daniel V. Melim
Com o tema “O poder das plantas”, vamos passar uma noite diferente dançando e desenhando entre cumbias e outros ritmos plantívoros. Teremos estações de Desenho abertas a todos em vários formatos, em que se destacam uma caixa de areia que cria cenografias em tempo real, ou um mural onde se pode desenhar uma floresta crescente baseada nas plantas d’O Chão das Artes. A ideia é que som, dança, plantas e desenho se entrelacem num diálogo vivo e exploratório em que o elemento ébrio surge apenas da magia da criação e das relações humanas que ela ativa.
Local: Auditório da Casa da Cerca
Destinatários: todos a partir dos 16 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 06h às 09h da manhã
Pintar a luz da manhã - Pedro Salvador Mendes
Ao despertar do dia, convidamos os maratonistas do desenho a pintar a luz da manhã. Com o desenhador e aguarelista Pedro Mendes, vamos observar as subtis variações de luz e de cor que anunciam a aurora e registá-las em aguarela, num delicado compasso de dança entre a água e o pincel. Os participantes podem trazer os seus diários gráficos para dar continuidade a estas pinturas matinais.
Local: Frente de Rio
Destinatários: todos a partir dos 14 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 08h às 11h da manhã
Trepadeira em crescimento - Sara Simões
Na latada d’O Chão das Artes, os participantes serão convidados a observar as videiras e a desenhar um fragmento de um ramo num quadrado de papel. Cada quadrado desenhado encaixará num mural coletivo e, ao longo da sessão, fará crescer uma grinalda.
Local: Parede exterior da Estufa, na latada
Destinatários: todos a partir dos 6 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 10h às 13h
Letras que Desenham - Somayeh Gholami
Esta oficina de desenho introduz os participantes à caligrafia persa através da aprendizagem de algumas letras fundamentais do alfabeto persa, explorando dois estilos históricos: Nastaliq e Cúfico. Utilizando instrumentos tradicionais, como o qalam (cana de caligrafia) e tinta, os participantes irão experimentar, escrever e treinar estes dois estilos de caligrafia.
Local: Sala de Reuniões
Destinatários: todos a partir dos 12 anos
Lotação: máximo 30 participantes em simultâneo
das 12h às 14h
Do muro à Cerca - Manoel Quitério
Esta pintura mural marca o início e o fim desta maratona a desenhar. Com projeto e orientação do artista Manoel Quitério, os participantes são convidados a colaborar na criação de um mural que celebra o desenho, os 25 anos do Jardim Botânico e algumas obras marcantes que se cruzam com a história deste Centro de Arte Contemporânea.
Local: Parque de Escultura
Destinatários: todos
Lotação: máximo 15 participantes em simultâneo
Na Piscina
Exposição
A forma é vazia, de Joana da Conceição, poderá ser visitada na Piscina (antigas Piscinas de São Paulo a 3 minutos da Casa da Cerca).
19 a 20 de setembro de 2026 – das 14h às 14h
How do gatherings sometimes become “happenings,” that is, greater than the sum of their parts? If history without progress is indeterminate and multidirectional, might assemblages show us its possibilities?
Anna Tsing
A estrutura arquitectónica do edifício, com os tanques e a ampla nave, de pé direito altíssimo, não deixa esquecer a memória de uma antiga piscina. Um novo ciclo iniciou-se. O abandono do espaço deu lugar a uma ocupação marginal que foi acumulando indícios da vitalidade. Grafítis, manchas de infiltrações, erosão, avançaram sobre as paredes, sobre o chão, tecto. Vários e diferentes agentes, humanos e não-humanos, modelaram e esculpiram novos contornos, desfazendo o todo unificado de outrora e, no seu lugar, existe agora um novo sistema, poroso, aberto, de futuro indeterminado, cujas partes figuram como elementos de uma nova paisagem.
A re-funcionalização e integração destes edifícios oferece inúmeras possibilidades criativas, dada a contínua transformação a que estão sujeitos. Estes são lugares novos, informais, abertos a múltiplas interpretações e funções, nos quais se pode encontrar enquadramentos éticos que permitem colaborar com os processos naturais decorrentes da entropia, e estabelecer estratégias de degradação controlada.
Pretende-se que as pinturas aqui apresentadas, tal como o lugar a que pertencem, se mantenham abertas à transformação, sendo por isso, ao momento, obras inacabadas. As manchas de fungos dos painéis brancos da anterior exposição, serviram de suporte às pinturas. As tintas são de permanência variável afim de que a acção do tempo sobre elas seja diferente, promovendo diferentes velocidades de desgaste. Aceitar e integrar as consequências do processo de degradação dos painéis corresponde à procura de uma relação de maior significado e reciprocidade com o espaço. A realidade é o resultado de encontros entre corpos que se constituem reciprocamente, e nesta rede de relações mútuas as identidades são permanentemente reinventadas. O encontro com esta paisagem é uma oportunidade de transformação e reinvenção. Abrirmo-nos a um espaço como este é, nas palavras de Caitlin Desilvay, “abalar a nossa própria noção de um eu coerente e unificado; reconhecer que as nossas identidades se constroem através de processos de subversão e desgaste, tanto quanto através de processos de consolidação e estabilização.”
Performance
de Joana da Conceição, André Abel (Tropa Macaca), Jorge Martins (Fish & Sheep) e Marta Ângela (Von Calhau!)
20 de setembro – das 6h30 às 8h00
Para além do seu poder evocativo, a piscina oferece uma experiência multissensorial. A sua escala é surpreendentemente grande, o ar é mais denso, os estímulos visuais multiplicam-se. As ondas sonoras atravessam o vazio, até encontrarem uma parede - azulejo, betão, vidro, nenhum destes materiais absorve as ondas, elas reflectem e continuam o seu percurso. O tanque é uma enorme caixa de ressonância. O som amplifica-se, os ecos justapõem-se. Só a luz e o som conseguem percorrer e preencher este grande vazio. Mas invisíveis que aos olhos, é preciso encenar intervenções que os revelem aos sentidos.
É com este sentido de revelação que se escolheu tocar ao nascer do sol. Um concerto de duração estendida onde se pretende que a malha sonora de influências e estímulos recíprocos entre os músicos, vá revelando as particularidades acústicas do edifício, à medida que a luz do sol o vai transformando. Mais que entrar neste espaço trata-se de o deixar entrar dentro de nós e nos deixarmos afetar por ele. Vislumbrar na sua fragilidade a nossa, aceitar a dinâmica transiente e o desequilíbrio permanente como o estado regular da matéria, e integrar que todas as coisas são mutuamente dependentes e desprovidas de um «eu» separado e independente.
ATIVIDADES EM AUTONOMIA
Cabine de Desenhar
A cabine está equipada com uma Câmara de Desenhar - câmara obscura óptica que foi desenvolvida na Casa da Cerca para facilitar o desenho de observação. Permite que, desde que haja luz e breu, qualquer pessoa consiga traduzir a realidade tridimensional para um suporte bidimensional, com rigor de proporções e perspetiva.
Mesa de desenhar / Cadavre-exquis
Criámos uma mesa que permite que cada participante disponha de uma folha quase em branco, onde pode continuar o desenho anterior e deixar pistas para o que se seguirá. Baseado no conceito surrealista do cadáver esquisito, esta proposta permite desbloquear a criatividade e construir um desenho de grande dimensão, sem que nenhum dos intervenientes saiba o que os outros fizeram, aproveitando apenas os traços de ligação deixados no limite visível do papel.
OUTRAS PROPOSTAS
TATUAGENS
Local: Centro de Documentação e Investigação Mestre Rogério Ribeiro
Horários e preçário indicados no local
VOLTAR AO CORPO: respirar, aterrar e acalmar (respiração e meditação)
20 setembro
10h30-11h30
Destinatários: a partir dos 18 anos
Local: anfiteatro do Jardim Botânico
Inscrições: apessoar.info@gmail.com
Proposta do Projeto Apessoar, integrado no programa “Almada em forma”
Informações gerais:
A cada 2 horas é lançado um novo desafio de desenho mas cada sessão tem uma duração máxima de 3 horas (durante a última hora de uma sessão já se iniciou a proposta seguinte).
As seguintes sessões requerem inscrição prévia por email (marcar.cac@cm-almada.pt) ou na receção da Casa da Cerca:
- Comida para desenhar e comer, com João Catarino
- A madrugada do Desenho, com Adriana Molder
- Em busca da linha que fala (desenho de modelo nu), com Mário Linhares
Por motivos climatéricos, de segurança ou operacionalidade, os locais das atividades, o número máximo de participantes em simultâneo ou a necessidade de marcação prévia, podem vir a ser alterados no início ou no decurso do evento.
CASA DA CERCA – Centro de Arte Contemporânea
Rua da Cerca
2800-050 Almada
PISCINA
Rua Leonel Duarte Ferreira
2800-138 Almada