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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Neolítico
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das freguesias de Caparica e Trafaria

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

Rua da Boa Esperança 2825-058 Caparica

Alcaniça

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Imagem representativa de ARQ0124
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Imagem representativa de Alcaniça. Perspetiva do núcleo urbano atual (2021).
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Imagem representativa de Alcaniça. Perspetiva do núcleo urbano atual (2021).
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Imagem representativa de Alcaniça. Perspetiva do núcleo urbano atual (2021).

Sítio identificado em 1978 por membros do Centro de Arqueologia de Almada. Os vestígios arqueológicos, de cronologia neolítica (c. 5500 – 3000 a.C.), situam-se num ponto de implantação com forte dominância visual sobre a envolvente sul. O exíguo espólio recolhido era constituído por testemunhos de indústria lítica, designadamente lâminas em sílex — que indiciam o transporte de suportes exógenos através de redes de circulação e troca —, bem como por um núcleo e raspadores em quartzito, fabricados a partir de matérias-primas autóctones obtidas nas cascalheiras existentes na região.

Durante este período, as comunidades locais adotariam práticas agro-pastoris de moldes ainda incipientes, complementadas por atividades de caça, pesca e pela exploração de recursos estuarinos.

Atualmente, o local insere-se numa área densamente urbanizada e despojada das suas características fisiográficas originais. A ocorrência patrimonial encontra-se oculta sob a mancha de infraestruturas e construções diversas, ou terá sido irremediavelmente destruída pelas dinâmicas de expansão habitacional, razão pela qual a sua presença não foi confirmada nos trabalhos de campo desenvolvidos em 2021.