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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Paleolítico Superior, Epipaleolítico, Neolítico, Época Romana, séculos XV (1456), XVII, XVIII, XIX e XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Igreja Católica (Diocese de Setúbal); Paróquia da Cova da Piedade

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico elevado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

HORÁRIO

Dias de abertura: Atendimento Paroquial: de terça a sexta-feira; Apenas abre para a procissão de S. João (23 e 24.07)

CONTACTOS

Telefone
212766195 / 968453885
Rua de José Justino Lopes, 2805-320 Cova da Piedade

Capela de São João da Ramalha

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Imagem representativa de mm

Desde a década de 1970 que, numa extensa área deste setor, têm sido identificados vestígios de ocupação humana cuja diacronia abrange desde o Paleolítico Superior (c. 40 000 a.C. – 10 000 a.C.) até ao Período Islâmico (séculos VIII – XII). 

Em meados do século XX, realizaram-se escavações arqueológicas na área compreendida entre o Clube Recreativo e o aglomerado antigo, no decurso das quais se identificaram evidências materiais atribuíveis às deslocações nómadas de caçadores-recoletores durante o Epipaleolítico (c. 10 000 a.C. – 5500 a.C.) e ao Neolítico (c. 5500 a.C. – 3000 a.C.), período marcado por uma sociedade tendencialmente sedentária que praticava uma agricultura ainda assente em processos incipientes.

Posteriormente, no ano de 1976, foram recolhidos diversos fragmentos de cerâmica romana, designadamente materiais de construção e terra sigillata (século II a.C. – século V), testemunhos estruturados de uma fase cultural estabelecida, de provável cariz rural. Na sequência dessas intervenções, em 1977, procedeu-se à recolha de numeroso espólio lítico também enquadrável no Paleolítico Superior, indicativo da passagem de comunidades que baseavam a sua subsistência na caça e na recoleção, em trânsito pelo território.

Esta é uma zona do concelho que sofreu uma intensa expansão urbanística a partir dos anos 80, alterando profundamente a paisagem local que, até então dominada por campos de cultivo, se transformou num denso aglomerado urbano, com o consequente impacto sobre o registo arqueológico sob a superfície.