PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico Inferior e Indeterminado (Languedocense?)
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das freguesias de Caparica e Trafaria
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1116); PDM de Almada
Casalinho 1
Sítio identificado em 1976, no âmbito da primeira fase de levantamento arqueológico realizada pelo Centro de Arqueologia de Almada. À data, registou-se a recolha de indústria lítica dispersa em superfície, designadamente um núcleo, uma lasca de técnica Acheulense Superior (c. 100 000 a.C. — 35 000 a.C.), um raspador Mustierense (c. 35 000 a.C. — 28 000 a.C.) e um seixo truncado Languedocense (c. 8000 a.C. — 4500 a.C.).
O contexto sugere um local de passagem cíclica de comunidades nómadas, cuja economia de subsistência assentaria na caça, pesca e recoleção de recursos locais. Estas populações teriam aproveitado a matéria-prima disponível (seixos rolados de deposição fluvial) para o talhe expedito de ferramentas.
Na atualidade, a área do achado encontra-se integrada em núcleo habitacional, com os eixos de acesso impermeabilizados, surgindo as secções de taludes adjacentes obstruídas pela deposição de resíduos e pela proliferação de vegetação arbustiva de crescimento espontâneo, fatores que limitam a leitura estratigráfica e a monitorização visual da eventual realidade arqueológica.