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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico Inferior e Indeterminado (Languedocense?)
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das freguesias de Caparica e Trafaria

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1116); PDM de Almada

Rua João da Silva Marques 2825-122 Caparica

Casalinho 1

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Imagem representativa de ARQ0005
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Imagem representativa de Casalinho 1. Enquadramento geral (2021).
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Imagem representativa de Casalinho 1. Rua João da Silva Marques. Localização aproximada do sítio arqueológico (2021).

Sítio identificado em 1976, no âmbito da primeira fase de levantamento arqueológico realizada pelo Centro de Arqueologia de Almada. À data, registou-se a recolha de indústria lítica dispersa em superfície, designadamente um núcleo, uma lasca de técnica Acheulense Superior (c. 100 000 a.C. — 35 000 a.C.), um raspador Mustierense (c. 35 000 a.C. — 28 000 a.C.) e um seixo truncado Languedocense (c. 8000 a.C. — 4500 a.C.).

O contexto sugere um local de passagem cíclica de comunidades nómadas, cuja economia de subsistência assentaria na caça, pesca e recoleção de recursos locais. Estas populações teriam aproveitado a matéria-prima disponível (seixos rolados de deposição fluvial) para o talhe expedito de ferramentas.

Na atualidade, a área do achado encontra-se integrada em núcleo habitacional, com os eixos de acesso impermeabilizados, surgindo as secções de taludes adjacentes obstruídas pela deposição de resíduos e pela proliferação de vegetação arbustiva de crescimento espontâneo, fatores que limitam a leitura estratigráfica e a monitorização visual da eventual realidade arqueológica.