PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Pré-História; Indeterminado
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada
Casalinho 2
No decurso dos trabalhos de prospeção realizados no âmbito da elaboração da Carta Arqueológica do Concelho de Almada, identificou-se uma lasca cortical de quartzito reutilizada como núcleo, a qual exibe vestígios evidentes de extrações sucessivas para a obtenção de produtos de debitagem (lascas).
O artefacto lítico foi assinalado numa área periurbana, em parcela desprovida de edificações e regularizada por atividade agrícola e hortícola. Apesar de apresentar uma dispersão superficial de resíduos e entulhos contemporâneos, o solo encontra-se ligeiramente revolvido, com presença de alguma gravilha e vegetação rasteira, sugerindo que o local poderá corresponder ao testemunho remanescente de um antigo espaço de cultivo.
Esta ocorrência poderá articular-se com a proximidade ao sítio arqueológico do "Casalinho" (ARQ0005), uma estação com cronologia atribuída à Pré-História Antiga — abrangendo o Paleolítico Inferior (c. 400 000 a.C. – 100 000 a.C.) e uma fase indeterminada, eventualmente associada ao horizonte cultural Languedocense (c. 100 000 a.C. – 35 000 a.C.) —, o que reforça a passagem ou a fixação temporária de comunidades de caçadores-recoletores nómadas no território. Estes grupos fixavam-se preferencialmente na proximidade de linhas de água, assentando a sua subsistência na caça, na pesca e na recoleção de recursos estuarinos e marítimos, ao mesmo tempo que recorriam às cascalheiras superficiais para a recolha de matérias-primas (predominantemente seixos rolados de origem fluvial).