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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Pré-História; Indeterminado
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

Azinhaga da Rosa 2825-141 Caparica

Casalinho 2

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Imagem representativa de ARQ0163
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Imagem representativa de Casalinho 2. Lasca de quartzito identificada no decurso do trabalho de campo (2021).
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Imagem representativa de Casalinho 2. Lasca de quartzito identificada no decurso do trabalho de campo (2021).

No decurso dos trabalhos de prospeção realizados no âmbito da elaboração da Carta Arqueológica do Concelho de Almada, identificou-se uma lasca cortical de quartzito reutilizada como núcleo, a qual exibe vestígios evidentes de extrações sucessivas para a obtenção de produtos de debitagem (lascas).

O artefacto lítico foi assinalado numa área periurbana, em parcela desprovida de edificações e regularizada por atividade agrícola e hortícola. Apesar de apresentar uma dispersão superficial de resíduos e entulhos contemporâneos, o solo encontra-se ligeiramente revolvido, com presença de alguma gravilha e vegetação rasteira, sugerindo que o local poderá corresponder ao testemunho remanescente de um antigo espaço de cultivo.

Esta ocorrência poderá articular-se com a proximidade ao sítio arqueológico do "Casalinho" (ARQ0005), uma estação com cronologia atribuída à Pré-História Antiga — abrangendo o Paleolítico Inferior (c. 400 000 a.C. – 100 000 a.C.) e uma fase indeterminada, eventualmente associada ao horizonte cultural Languedocense (c. 100 000 a.C. – 35 000 a.C.) —, o que reforça a passagem ou a fixação temporária de comunidades de caçadores-recoletores nómadas no território. Estes grupos fixavam-se preferencialmente na proximidade de linhas de água, assentando a sua subsistência na caça, na pesca e na recoleção de recursos estuarinos e marítimos, ao mesmo tempo que recorriam às cascalheiras superficiais para a recolha de matérias-primas (predominantemente seixos rolados de origem fluvial).