PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Época Romana
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das freguesias do Laranjeiro e Feijó
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada
Chegadinho 1
Eventual Villa de época romana (séculos I–V d.C.) identificada por membros do Centro de Arqueologia de Almada em 1977. A estação arqueológica situa-se na margem direita de um antigo esteiro do Rio Tejo, num vale fértil junto ao riacho da Alagoa, em zona de aluvião na transição entre terrenos de formação miocénica e pliocénica.
Os trabalhos de campo possibilitaram a recolha de diversas produções cerâmicas: de mesa (terra sigillata sudgálica, indicativa de uma ocupação que recua ao século I d.C., terra sigillata hispânica e cerâmica de paredes finas), de transporte (ânforas) e de uso comum, bem como de iluminação (lucernas). Do espólio destaca-se ainda um fragmento de uma taça canelada em vidro e um peso de rede, testemunho material associado ao uso de redes de pesca na atividade piscatória. Do espólio destaca-se ainda um fragmento de uma taça canelada em vidro e um peso de rede, testemunho material associado ao uso de redes de pesca na atividade piscatória. O conjunto material poderá revelar-se como claro indicador de adoção de um modelo de subsistência de forte pendor agrícola e de aproveitamento de terras férteis, naturalmente irrigadas pelos cursos de água locais.
A revisão das condições de preservação do sítio, ocorrida em 2021, revelou-se infrutífera, uma vez que a expansão da Quinta do Chegadinho — aglomerado urbano de génese ilegal que reflete a transição de uma zona marcadamente rural de quintas senhoriais para um bairro residencial nascido da pressão demográfica de meados do século XX — terá sido responsável pela ocultação e afetação dos vestígios arqueológicos.