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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séculos XVI / XVIII / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Diocese de Setúbal – Reitoria do Seminário

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

CONTACTOS

Telefone
21 272 96 10 / 21 272 96 11
Rua D. Álvaro Abranches da Câmara, 1 2800-016 Almada

Convento de São Paulo

Outras designações
Seminário de São Paulo
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Imagem representativa de Convento de São Paulo / Seminário de São Paulo. Área a poente em finais do séc. XIX (Arquivo Fotográfico do Museu de Almada).
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Imagem representativa de Convento de São Paulo / Seminário de São Paulo. Adro da Igreja: Ambiência atual do cruzeiro existente.
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Imagem representativa de Convento de São Paulo / Seminário de São Paulo. Perspetiva lateral do edicío.
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Imagem representativa de Convento de São Paulo / Seminário de São Paulo. Pormenor da fachada.
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Imagem representativa de Convento de São Paulo / Seminário de São Paulo. Adro da Igreja: Calvário. Cruzeiro assente em pedestal (Arquivo Fotográfico do Museu de Almada).

O Convento de São Paulo, eremitério entre 1568 e 1668, foi provavelmente construído em 1570/71. Consolidou-se como instituição religiosa num tempo marcado pelas reformas da Igreja Católica e da própria Ordem de São Domingos, que primava pelo ascetismo e contemplação, tendo desempenhado um papel preponderante na ação espiritual e apostólica do território circundante, com forte incidência na instrução de crentes, formação e direção de consciência cristã, mas também de assistência social e religiosa a órfãos, presos, enfermos, viúvas e pobres.

A frontaria do edifício, de desenvolvimento simples, denota uma singularidade austera, evidenciada por um registo de linhas retas, sobrepujado por um frontão em pedra. A fachada, modesta, é rasgada por portal lateral com frontão de cantaria. No tímpano, exibe uma cartela com a insígnia da Ordem de Santiago.

A igreja de uma só nave, coberta por teto de madeira, terá sido restaurada entre os anos de 1760 e 1770, após ter sido fortemente danificada pelo Terramoto de 1755. Quanto ao convento, acabou vendido em hasta pública em 1775, após ter sido abandonado pela congregação, num contexto em que a ordem vendeu vários conventos em todo o país. Permaneceu em mão de privados até ao século XX, acabando por sofrer, ao longo de Oitocentos, uma forte degradação. Regista-se um episódio grave de vandalismo, na noite de 9 para 10 de outubro de 1911, quando um grupo de algumas dezenas de pessoas entrou na igreja, destruindo parte do espólio.

O convento voltará para a esfera da Igreja em 1935, após o Patriarcado ter comprado o edifício para aí instalar o Seminário Menor. Entre 1936 e 1938, são realizadas obras de ampliação e adaptação, dirigidas por Pardal Monteiro. A posse do edifício passa para a Diocese de Setúbal em 1999.