PATRIMÓNIO
Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Século XVI / XVII / XIX / XX / XXI
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
HORÁRIO
Normal
Dias de abertura: De terça a sábado
Horário nos dias úteis: Das 10:00h às 13h e das 14:00h às 18:00h
Horário aos Sábados: 10:00h às 13:00h e as 14:00h às 18:00h
Horário aos Domingos: Encerrado
CONTACTOS
Convento dos Capuchos
Convento construído em 1558, por iniciativa de Lourenço Pires de Távora, destinava-se ao alojamento de uma comunidade de frades da Ordem de São Francisco, tendo por invocação Nossa Senhora da Piedade. Encontrava-se vocacionado para uma vida religiosa de recolhimento, oração, contemplação e pobreza, tendo sido edificado em obediência às regras da irmandade: construção modesta, austera e despojada.
No piso inferior, além de dependências ligadas ao culto, dispunha de refeitório, cozinha, despensa, celeiro, lagar e adega (não possuiria enfermaria ou hospedaria); o acesso ao claustrim fazia-se pela retaguarda. No piso superior, existiriam 42 celas, pequenas divisões propicias ao isolamento e à meditação. No exterior, em torno das dependências conventuais, havia uma cerca que englobava terreno agrícola, nichos, um tanque com bica de nascente e uma pequena ermida dedicada a São Pedro, assim como um alpendre, uma torre com relógio e um cemitério.
A edificação foi sofrendo alterações, tendo assumido as características atuais no século XVII, com o acrescento de um segundo piso e da janela central, encimada por nicho ocupado pela imagem de Santo António. A fachada exibe triplo pórtico de colunas simples, arco ao centro e grades de ferro, que encerram a galilé. À esquerda, em escudo orlado, as armas dos Távora; e, à direita, o símbolo da Ordem Franciscana. Encontra-se rematado por cimalha de duplo recorte. No topo dos corpos laterais, são visíveis duas pequenas janelas. Terá sido abalado pelo terramoto de 1755, embora se desconheçam os impactos efetivos, pois foram realizadas obras de recuperação nos anos seguintes.
O convento encerrou em 1834, na sequência da extinção das ordens religiosas; foi arrematado a particulares em 1872. As terras são depois entregues a rendeiros, adaptando-se os edifícios ao apoio agrícola e à habitação. O edificado degrada-se gradualmente, e o recheio desaparece. É adquirido em estado de ruína, no ano de 1950, pela Câmara Municipal de Almada, tendo sido restaurado. Foi enriquecido com painéis de azulejos contemporâneos, representando cenas alusivas aos sermões de Santo António, e várias esculturas de Domingos Soares Branco, autor da imagem de Nossa Senhora da Conceição, presente no altar-mor, e de todas as imagens colocadas nos nichos do jardim. Do Museu Nacional de Arte Antiga, veio o retábulo em talha dourada do altar-mor da capela, bem como algumas telas e outros objetos seiscentistas. Contudo, nada foi recuperado do espólio original. Desde então, o edifício tem beneficiado de intervenções de restauro, ampliação e requalificação.