PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Paleolítico Inferior
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Igreja Católica
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada
HORÁRIO
Normal
Dias de abertura: Aberto todos os dias
Horário nos dias úteis: 10h - 18h
Horário aos Sábados: 10h - 18h
Horário aos Domingos: 10h - 18h
Cristo - Rei 1
Identificado em fase de prospeção, no ano de 1978, por investigadores do Centro de Arqueologia de Almada, este sítio arqueológico registou a recolha de um calhau de quartzito com gume em leque, tecnologicamente atribuível ao complexo Acheulense/Languedocense (c. 300 000 a 100 000 anos a.P.).
A escassez de dados materiais impede uma determinação cronológico-cultural mais precisa ou a caracterização das especificidades de uma eventual ocupação durante o Paleolítico Inferior. Em contrapartida, em cronologias subsequentes correspondentes ao Paleolítico Superior (genericamente entre c. 40 000 e 10 000 a.C.), as dinâmicas de ocupação na região passariam a ser caracterizadas pelas movimentações de grupos nómadas especializados, cuja mobilidade assentava na caça planeada, na organização de acampamentos sazonais estruturados e no desenvolvimento de indústrias líticas indústrias líticas centradas na produção de lâminas e de suportes orgânicos (osso ou corno), complementadas por redes de intercâmbio de matérias-primas e pela emergência de expressões de cariz simbólico.
A área de implantação do santuário do Cristo-Rei sofreu sucessivas descaracterizações ao longo do tempo — decorrentes da construção de edifícios, acessos complementares e modelações morfológicas do terreno —, o que inviabilizou qualquer tentativa recente de avaliar o potencial arqueológico da zona envolvente.