PATRIMÓNIO
Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Calcolítico, Idade do Bronze, Idade do Ferro e Época Romana
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público; Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: são interditos quaisquer trabalhos que impliquem a afetação desses bens patrimoniais com exceção de intervenções que decorram de projetos de valorização e / ou conservação e restauro desses mesmos vestígios
Legislação Associada: Portaria 266/2013,Artigo 2 de 29 de Abril; Património Cultural, I. P. (CNS 6579); PDM de Almada
CONTACTOS
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz
A Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz, classificada como Sítio de Interesse Público, é um dos mais emblemáticos povoados da Idade do Ferro em território português. Localizado numa plataforma sobranceira ao rio Tejo, em frente a Lisboa, o povoado beneficiou de uma posição estratégica que lhe permitiu controlar visualmente o território envolvente e as rotas fluviais. Esta localização privilegiada fez de Almaraz um ponto central nas dinâmicas produtivas, comerciais e administrativas da Foz do Tejo durante o 1º milénio a.C., no contexto da presença fenícia no Ocidente.
As escavações realizadas revelaram um vasto conjunto de artefactos que atestam a forte influência mediterrânea no povoado, visível tanto nas cerâmicas típicas do período como nas importações provenientes do Sul de Espanha, da Grécia, do Egipto e do Levante fenício. Também a arquitetura reflete essa herança, visível nas técnicas construtivas utilizadas, no planeamento das habitações e do sistema defensivo. Entre os achados mais notáveis contam-se um escaravelho egípcio, vasos de alabastro, marfins, cerâmicas gregas e ânforas do Sul peninsular, testemunhos das intensas trocas comerciais que ligavam o Tejo ao Mediterrâneo. Os vestígios relacionados com a atividade metalúrgica confirmam ainda o papel de Almaraz como um importante centro de produção e de intercâmbio económico na região.
Em 2017, o Município de Almada iniciou um processo de valorização do sítio arqueológico, estruturado em duas vertentes complementares: por um lado, o impulso da investigação científica em torno do sítio, promovendo uma dinâmica contínua de estudo e colaboração entre diversos centros de investigação e universidades, nacionais e internacionais; por outro, a qualificação e conservação do espaço, através de um projeto de intervenção que assegure a proteção das estruturas arqueológicas e a criação de condições para a sua abertura ao público de forma permanente.