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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Calcolítico, Idade do Bronze, Idade do Ferro e Romano
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada - DC / Divisão de Museus e Património Cultural

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: SIP - Sítio de Interesse Público / Zona Especial de Proteção
Legislação Associada: Portaria nº 266/2013, DR.2ª SÉRIE, Nº 90, de 10 de Maio 2013 (sem restrições)/ ZEP: Portaria nº 266/2013, DR. 2ª SÉRIE, Nº 90, de 10 de Maio 2013 (com restrições arqueológicas)

HORÁRIO

Dias de abertura: Sugeito à atividade arqueológica, de divulgação e educação patrimonial (programação específica)

CONTACTOS

Telefone
21 272 41 90
Travessa do Castelo 2800-048 Almada

Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz

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Imagem representativa de Almaraz1
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Imagem representativa de Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz. Foto área do sítio arqueológico.
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Imagem representativa de Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz. Painel explicativo integrado em circuito pedonal.

A Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz, classificada como Sítio de Interesse Público, é um dos mais emblemáticos povoados da Idade do Ferro em território português. Localizado numa plataforma sobranceira ao rio Tejo, em frente a Lisboa, o povoado beneficiou de uma posição estratégica que lhe permitiu controlar visualmente o território envolvente e as rotas fluviais. Esta localização privilegiada fez de Almaraz um ponto central nas dinâmicas produtivas, comerciais e administrativas da Foz do Tejo durante o 1º milénio a.C., no contexto da presença fenícia no Ocidente.

As escavações realizadas revelaram um vasto conjunto de artefactos que atestam a forte influência mediterrânea no povoado, visível tanto nas cerâmicas típicas do período como nas importações provenientes do Sul de Espanha, da Grécia, do Egipto e do Levante fenício. Também a arquitetura reflete essa herança, visível nas técnicas construtivas utilizadas, no planeamento das habitações e do sistema defensivo. Entre os achados mais notáveis contam-se um escaravelho egípcio, vasos de alabastro, marfins, cerâmicas gregas e ânforas do Sul peninsular, testemunhos das intensas trocas comerciais que ligavam o Tejo ao Mediterrâneo. Os vestígios relacionados com a atividade metalúrgica confirmam ainda o papel de Almaraz como um importante centro de produção e de intercâmbio económico na região.

Em 2017, o Município de Almada iniciou um processo de valorização do sítio arqueológico, estruturado em duas vertentes complementares: por um lado, o impulso da investigação científica em torno do sítio, promovendo uma dinâmica contínua de estudo e colaboração entre diversos centros de investigação e universidades, nacionais e internacionais; por outro, a qualificação e conservação do espaço, através de um projeto de intervenção que assegure a proteção das estruturas arqueológicas e a criação de condições para a sua abertura ao público de forma permanente.