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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Calcolítico; Idade do Ferro; Época Romana; Época Islâmica; séc. XII; séc. XVI; séculos XVII-XVIII, XIX e XX
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Imóvel de Interesse Público
Legislação Associada: Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992

HORÁRIO

Livre

CONTACTOS

Telefone
212724190
Largo Alfredo Diniz 2800-252 Almada

Fábrica Romana de Salga de Peixe de Cacilhas

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Imagem representativa de Fábrica Romana de Salga de Cacilhas. Enquadramento paisagístico.
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Imagem representativa de Fábrica Romana de Salga de Cacilhas. Pormenor de aparelho construtivo de muro.
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Imagem representativa de Fábrica Romana de Salga de Cacilhas. Fase inicial de escavação (anos 80 do séc. XX).
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Imagem representativa de Fábrica Romana de Salga de Cacilhas. Fase inicial de escavação (anos 80 do séc. XX).
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Imagem representativa de Fábrica Romana de Salga de Cacilhas. Tanque de salga / cetária.

A Fábrica de Salga de Peixe de Cacilhas foi descoberta, em 1981, no decurso de obras de saneamento. O complexo industrial, testemunho da presença romana no concelho de Almada, assumia vocação centrada na produção de preparados de peixe, sendo composto por, pelo menos, quinze tanques ou cetárias, organizados em torno de um pátio central revestido por argamassa e brita que servia como área de trabalho e de acesso ao interior dos reservatórios. Funcionaria a céu aberto, favorecendo a livre circulação de ar, com telhado cerâmico pendente que protegia os tanques.

Desconhecendo-se o período exato de funcionamento, estima-se que tenha sido construída no século I d.C., mantendo-se em atividade até aos séculos IV ou V. Ter-se-á inserido em extensa rede de produção que incluiria núcleos adjacentes assinalados na Rua Carvalho Freirinha e também no Porto Brandão (Caparica). Embora em menor escala quando comparada com a dinâmica industrial da margem norte, contribuiria para o seu abastecimento, produção e posterior expedição.

 O fornecimento de pescado, sal, especiarias e ânforas de transporte eram fundamentais para que o complexo de Cacilhas pudesse manter o ritmo e contributo, através da conjugação, em particular, com os complexos produtores de sal e de ânforas, amplamente distribuídos pelo estuário do Tejo, a par da evidente abundância de peixe no rio. Atualmente protegido por estrutura em vidro ao nível da calçada, o núcleo integra a paisagem urbana de Cacilhas, podendo os visitantes aceder no local a recursos multimédia que facilitam a interpretação do sítio arqueológico.