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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Século XVIII
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Abrangida pela Zona de Especial Proteção do Palácio da Cerca, classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP)
Legislação Associada: Decreto n.º 2/96, Diário da República n.º 56/1996, Série I-B, de 6 de março; Portaria n.º 48/2014, Diário da República n.º 14/2014, Série II, de 21 de janeiro

CONTACTOS

Telefone
212 724 000
Olho-de-Boi

Fonte da Pipa

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Imagem representativa de 02_Ficha_Carta_Patrimonio_2024.01.10-209
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Imagem representativa de Fonte da Pipa.
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Imagem representativa de Fonte da Pipa. Enquadramento parcial.
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Imagem representativa de Fonte da Pipa. Brasão régio joanino e placa evocativa.
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Imagem representativa de Fonte da Pipa. Perspetiva parcial do monumento.

Exemplo de fonte barroca, que assumiu particular relevância no abastecimento de água à população de Almada, bem como aos navios fundeados no rio Tejo. O topónimo Fonte da Pipa deve-se à nascente de água doce existente no Olho de Boi e à forma como era feito o transporte de água (em barris ou pipas) para a vila de Almada.

Existente pelo menos desde os séculos XV/XVI, a construção de estilo barroco incluía uma rampa que servia de varadouro, uma muralha de pedra aparelhada que o circundava, formando uma plataforma com parapeito e adornada com quatro gárgulas em pedra, terminando em carrancas. Ao longo dos tempos, várias intervenções foram sendo feitas, a principal a de 1736, quando são realizadas obras de grande envergadura por iniciativa régia, financiadas com dinheiros obtidos através de um imposto lançado sobre os açougues da vila. A fonte toma então o aspeto atual. Os arranjos centraram-se na estrutura, edificando-se a parede do frontispício e colocando-se o brasão régio joanino, de características barrocas, conforme a sua forma mais tardia, e no melhoramento do caminho de acesso. Ostenta uma inscrição alusiva: «A obra desta fonte e seu caminho se fes por orde de sua magtde a susta do povo desta vila e seu termo por trabuto q. se lhe empos nos asougues da dita vila e seu trª de tres reis em cada ara(t)ee de carne pera pagamento da dita obra na era de 1736.»

No final do século XVIII, era um dos portos de mar do termo de Almada, podendo nele acostar até dezoito embarcações, sobretudo lanchas. Em 1921, a Câmara Municipal instalou uma bomba para elevar a água até ao chafariz situado na atual praça José Alaíz, obra realizada num contexto de dificuldade crescente no abastecimento de água à população. Este sistema de fornecimento manteve-se até aos anos 50, quando se efetivou a domiciliação da água. Nos anos 60, a nascente seca em definitivo.