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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Séculos XV / XVI / XVII / XVIII / XIX
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: ESTAMO – Participações Imobiliárias, S. A. – Ministério das Infraestruturas e Habitação

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Monumento Nacional (MN)
Legislação Associada: Decreto n.º 11/2012, Diário da República n.º 104/2012, Série I, de 29 de maio; Portaria n.º 934/2013, Diário da República n.º 252/2013, Série II, de 30 de dezembro

Porto Brandão, 2825 Caparica

Fortaleza da Torre Velha, também designada por Torre de São Sebastião da Caparica

Outras designações
Forte de São Sebastião de Caparica; Torre dos Castelhanos
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Imagem representativa de PC01
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Imagem representativa de Fortaleza da Torre Velha, também designada por Torre de São Sebastião da Caparica. Enquadramento do monumento.

A Torre Velha é, possivelmente, uma das mais antigas fortificações nacionais de defesa marítima e um importante exemplo da arquitetura militar renascentista portuguesa. Foi construída entre 1481 e 1488, no local do chamado Forte da Caparica, a mando de D. João II. Integrando um sistema defensivo conjunto com o Baluarte de Cascais e a Torre de Belém – em frente à qual está implantada –, é percursora de uma longa série de fortificações nas margens do rio. Declarada Monumento Nacional em 2012, em reconhecimento da sua importância histórica, é o único edifício assim classificado em Almada.

O núcleo principal é constituído por um baluarte com torre de vigia, no qual era colocada a artilharia de maior calibre; a construção desenvolve-se em torno deste núcleo, numa estrutura de corredores de tipo casamata. A torre, junto à qual se encontra a casa do governador, é quadrangular, rebaixada, com porta e janelão, estando coberta por uma abóbada de berço. A fortaleza ergue-se numa planta em U com três corpos localizados a sul: dois delimitam a bataria junto ao rio, o terceiro une-os. Tem ainda três baluartes com casernas, situados a noroeste, a sudoeste e a sul. Ao longo da muralha, do lado nascente, encontra-se um fosso, registando-se também a existência de canhoeiras. A porta da praça, junto à qual está uma capela dedicada a São Sebastião, exibe as armas de Portugal.

A fortaleza foi objeto de diversas intervenções, adaptando-a a novas realidades militares e a novos usos. Um primeiro momento de reforma e ampliação acontece em 1575, ocasião em que foi batizada como Fortaleza de São Sebastião da Caparica. Durante o Período Filipino, passa a ser popularmente conhecida como Torre dos Castelhanos, mantendo ainda hoje as estruturas do edificado desta época. Em meados de Seiscentos, esteve aqui preso o importante escritor barroco D. Francisco Manuel de Melo. No final do século XVIII, registam-se obras relevantes de consolidação da estrutura da fortaleza, a qual verá, contudo, ser reduzida a sua função militar no tempo das Invasões Francesas. A partir de 1816, é adaptada para cumprimento das quarentenas de passageiros e tripulantes marítimos, funções que perderá com a construção do Lazareto de Porto Brandão, nas proximidades, nos anos de 1860. Desclassificada como praça militar em 1894, continuou, no entanto, a ser usada como depósito e alojamento militar, acabando depois ao abandono. Encontra-se hoje em ruínas e inacessível.