Governo e Município estão a cooperar para ultrapassar crise de água
Depois de analisarem todos os dados existentes, a mensagem é clara: é preciso reduzir os consumos de água, poupar e estabilizar o sistema, para devolver normalidade aos almadenses o mais rapidamente possível.
As medidas que estão a ser tomadas a curto prazo implicam a abertura de mais furos. A CMA e os SMAS já têm um furo que vai entrar em funções até ao fim desta semana e que vai aumentar em 20% as fontes de água.
Está também identificado um outro furo, que está em processo de licenciamento, havendo a garantia da APA de que vai licenciar de imediato.
Os dados que preocupam
Almada regista atualmente um consumo médio de 300 litros por habitante/dia, quando a média nacional é de 180 litros. Em alguns pontos do concelho.
O piso de consumo, que normalmente se verifica na segunda quinzena de julho, aconteceu este ano logo em maio, representando uma mudança muito significativa e imprevisível do padrão de consumo de água.
Também se contabiliza água consumida que não corresponde à água faturada, indiciando a existência de ligações ilegais. A CMA e os SMAS reforçaram as equipas técnicas e de fiscalização nas últimas semanas.
Os dados indicam que as zonas socialmente mais vulneráveis reduziram o consumo, exemplo: Raposo e Penajóia. Neste momento, os maiores consumos estão a ser registados nas zonas mais usadas durante o verão, que são a Costa de Caparica, a Charneca e a Sobreda.
Estas são também as zonas onde se regista maior volume de novas construções. Por isso, a CMA está a analisar se pode haver relação entre o consumo muito superior nestas zonas e o impacto do simplex urbanístico, imposto pelo governo aos municípios.
Poupar a água é essencial
Da parte da autarquia e SMAS tem sido também feito um grande esforço para reduzir roturas significativas. Os dados indicam que passámos de 54 roturas em 2025, para apenas 14, até julho deste ano.
Está também a ser feita a uma monitorização permanente da rede, tendo sido adotadas medidas de grande impacto, como o corte programado de água, que pretende também devolver alguma previsibilidade às populações e instituições, para que se possam organizar no seu dia-a-dia.
A indicação é manter medidas de poupança de água, que deve ser reduzida a consumos essenciais enquanto decorre a estabilização do sistema.
Compromisso envolve todos
Desde maio que Câmara e SMAS trabalham continuamente para tentar debelar este problema.
A vinda desta comitiva a Almada demonstra agora o envolvimento do Governo para a sua resolução.
O compromisso envolve todos, população governos locais e Estado Central. O objetivo é estabilizar progressivamente o sistema nas próximas semanas, com total transparência, para que se possa devolver a normalidade aos almadenses o mais rapidamente possível.