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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Paróquia de Nossa Senhora do Monte de Caparica – Diocese de Setúbal

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

HORÁRIO

Reduzido

CONTACTOS

Telefone
928 052 832
Largo Cândido dos Reis, 2825-090 Monte de Caparica

Igreja de Nossa Senhora do Monte

Outras designações
Igreja Paroquial do Monte de Caparica
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Imagem representativa de MonteCaparica-1ª-a
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Imagem representativa de Igreja de Nossa Senhora do Monte / Igreja Paroquial do Monte de Caparica. Perspetiva interior.
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Imagem representativa de Igreja de Nossa Senhora do Monte / Igreja Paroquial do Monte de Caparica. Interior.
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Imagem representativa de Igreja de Nossa Senhora do Monte / Igreja Paroquial do Monte de Caparica. Sacristia.

Implantada no núcleo histórico do Monte de Caparica, o edifício da Igreja de Nossa Senhora do Monte destaca-se na malha urbana pela sua imponência e antiguidade. Edifício amplo, num estilo que combina rococó com neoclássico, resulta da reconstrução empreendida após o terramoto de 1755, tendo ficado concluído por volta de 1760.

A igreja atual tem as suas origens numa ermida consagrada a Santa Maria que terá aqui sido erguida em 1442. Trinta anos depois, em 1472, através de bula concedida pelo papa Sisto IV, é elevada a igreja paroquial, com a criação da paróquia do Monte de Caparica, por desanexação da paróquia de Santa Maria do Castelo. O edifício original da ermida é então ampliado, com o novo edifício a ser consagrado por D. Nuno Álvares de Aguiar, primeiro bispo de Tânger, em 1482.

Para a história desta igreja, fica também registado um episódio de censura e destruição de pinturas por ordem da Inquisição, em 1627, da autoria de Domingos Vieira, o Escuro, importante retratista português do século XVII. Tratava-se de um retábulo com representações de Nossa Senhora da Conceição, São Tomás de Aquino e Duns Escoto, de cujas bocas saíam mensagens escritas, que foram tidas como profundamente ofensivas pelo tribunal e mandadas raspar, nada restando dessas obras.

Arquitetonicamente, edifício é amplo, proporcionado e de linhas simples. Apresenta uma planta longitudinal, com uma única nave, capela-mor profunda, capelas laterais, sacristia, batistério e torre sineira, rematada por uma cúpula bulbosa. A fachada divide-se em dois planos, com portas e janelas sobrepostas, sendo rematada por uma cornija contínua e um frontão triangular com medalhão, cruz e platibanda. Ostentando estilo rococó e neoclássico, o interior é revestido de azulejos azuis e brancos historiados, que ilustram cenas do Cântico dos Cânticos, na nave, e do batismo de Cristo, no batistério. No altar-mor, enquadrada por talha de século XVIII, encontra-se uma escultura em madeira de Nossa Senhora do Monte. No interior da igreja, estão sepultados vários membros da família dos condes dos Arcos.

Com o passar dos anos o edificado foi objeto de obras de restauro e modernização, como em 1898 ou em 1969, neste caso motivadas pelos estragos provocados pelo tremor de terra do ano anterior. Em termos devocionais, todos os anos se organiza ali, no fim de agosto, a Festa de Nossa Senhora do Monte.