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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XVI / XVIII / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Paróquia de São Tiago de Almada – Diocese de Setúbal

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Incluída na Zona Especial de Proteção (ZEP) do Palácio da Cerca, classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP)
Legislação Associada: Decreto-lei n.º 2/96, Diário da República n.º 56/1996, Série I-B, de 6 de março; Portaria n.º 48/2014, Diário da República n.º 14/2014, Série II, de 21 de janeiro

HORÁRIO

Reduzido
Dias de abertura: Terça-feira: 18h00 - 19h30

CONTACTOS

Telefone
913 790 447
Largo 1.º de Maio, 2800-120 Almada

Igreja de Santiago

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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Nave principal e teto com pintura.
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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Fachada principal.
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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Altar.

De origens medievais, foi construída entre finais do século XII, início do XIII, não se conhecendo ao certo a data da sua fundação. A mais antiga referência consta de uma lista de igrejas de 1229, sendo portanto anterior. Na frontaria, ostenta ainda o escudo com a cruz da Ordem de Santiago de Espada, que guarneceu o Castelo de Almada até 1297.

A fachada neoclássica atual corresponde a uma recuperação empreendida durante a primeira metade do século XVIII, por encomenda do infante D. António, comendador de Almada, tendo sido reerguida, seguindo a mesma traça, no pós-terramoto. O projeto terá sido assinado pelo arquiteto Francisco Tinoco da Silva. Apenas a capela-mor, quinhentista, e, talvez, parte das paredes laterais sobreviveram ao cataclismo. Do edifício medieval nada mais resta. A reconstrução integrou a abóbada manuelina sobre o altar-mor, composta por pedras calcárias de várias tonalidades e algumas lápides sepulcrais. O edifício atual corresponde, em grande medida, à recuperação levada a cabo nesses anos, tendo sido ainda objeto de várias campanhas de obras ao longo dos séculos XIX e XX.

O interior, de uma só nave, encontra-se revestido a azulejos do século XVIII, atribuídos a Nicolau de Freitas, narrando episódios da vida de Santiago. Do lado do evangelho (esquerdo), representam a lenda da imaginada Batalha de Clavijo, de 844, em que o próprio apóstolo teria aparecido garantindo a vitória cristã sobre as forças muçulmanas e imprimindo assim um carácter guerreiro no seu culto ibérico. Do lado da epístola (direito), representa-se o episódio da conversão da rainha Lupa, governante pagã da Galiza que se teria convertido após ver como se tornaram mansos os touros selvagens que transportavam o corpo do santo.

Entre as figuras históricas aqui sepultadas, a tradição refere o nome do escritor Fernão Mendes Pinto, que morreu em Almada em 1583, embora não exista prova documental que ateste o enterramento, ao contrário da respetiva esposa, Maria Correia de Brito, que foi sepultada na desaparecida Igreja de Santa Maria, no Castelo de Almada, conforme atestam os respetivos registos paroquiais.

A procissão anual de São João Batista, padroeiro da cidade de Almada, sai desta igreja em direção à Capela da Ramalha no dia 23 de junho, regressando no dia seguinte.