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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Séculos XII a XVI
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 3556); PDM de Almada

Largo 1.º de Maio 2800-188 Almada

Igreja de Santiago

Outras designações
Almada - Igreja de Santiago
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Imagem representativa de ARQ0028
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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Fase de trabalho durante o acompanhamento arqueológico.
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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Enquadramento atual.
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Imagem representativa de Igreja de Santiago. Perspetiva de enterramento identificado no adro.

Identificado, em 1981, por elementos do Centro de Arqueologia de Almada, o sítio foi descoberto durante o acompanhamento informal de obras de saneamento básico junto à Igreja de Santiago. Entre esse ano e 1993, sucessivas intervenções arqueológicas de salvaguarda revelaram um conjunto de sepulturas escavadas diretamente no substrato rochoso.

As escavações realizadas possibilitaram o reconhecimento de diversas fases de deposição, confirmando a utilização diacrónica do espaço como área de enterramento entre os séculos XII e XVI. No jardim do castelo e respetivo logradouro foi assinalada a presença de uma necrópole do período medieval (século V a século XV), enquanto no adro do templo foram identificadas diversas inumações, algumas das quais correspondentes a sepulturas de tipologia antropomórfica.

O espólio recuperado documenta uma frequência de utilização prolongada do espaço sagrado. A cronologia avançada é corroborada, entre outros marcadores arqueológicos, por um conjunto numismático onde sobressaem moedas cunhadas durante os reinados de D. Sancho I (1185–1211) e D. João III (1521–1557).

Os trabalhos foram fundamentais para delimitar, com relativa precisão, o antigo perímetro do espaço exterior religioso.