Pinus halepensis
O Pinheiro-de-Alepo (Pinus halepensis) é uma originária da bacia do mediterrânio e nomeadamente da Síria (Alepo), advindo daí o seu nome.
Em Portugal a sua presença é pontual, com maior relevância em zonas de substrato calcário do Maciço Estremenho e no Algarve.
É pouco exigente em fertilidade do solo, sendo uma espécie muito rústica que consegue sobreviver em solos esqueléticos e muito pedregosos. Tolera bastante mal os solos arenosos e a presença de um lençol freático muito superficial.
Apresenta copas pouco densas, as quais deixam passar a luz, permitindo a diversas espécies arbustivas desenvolverem-se, sendo uma excelente espécie pioneira quando se pretende uma rápida cobertura e a recuperação de solos.
Os seus povoamentos estimulam a regeneração natural de quercíneas, como é o caso da azinheira e carvalho cerquinho, sendo adequado para consociações com estas espécies.
Da família das Pináceas, pode atingir os 20 metros de altura e a característica mais evidente que distingue o Pinheiro-de-Alepo dos outros pinheiros, é o facto de as pinhas se manterem nas árvores por vários anos.
O pinheiro-de-Alepo da Casa da Cerca, que se estima ter 80 anos, é a árvore mais antiga da propriedade. Na época, foram plantados vários exemplares para proteger a Casa e o olival dos ventos do mar.
Este exemplar atualmente:
• Tem uma circunferência de tronco de 206 cm;
• Tem uma altura de 14,2 m;
• Retém 255 litros das águas da chuva por ano, o que ajuda a reduzir as inundações;
• Limpa o ar ao remover 810 gramas de poluentes por ano.
Daqui a 20 anos poderá:
• compensar em média o equivalente ao CO2 produzido por um veículo de passageiros movido a gasolina ao percorrer 7770 km;
• Absorver água pluvial suficiente para encher 562 banheiras;
• Remover poluentes do ar equivalente ao peso de 175 smartphones.