A Câmara Municipal de Almada (CMA) apresentou, a 20 de março, a programação para 2026, no salão de festas da Incrível Almadense. Dezenas de associações culturais estivera presentes e ouviram as propostas que o executivo liderado por Inês de Medeiros tem para a área cultural, numa iniciativa inovadora, que permitiu cultivar uma maior proximidade junto dos agentes culturais da cidade.
A tão aguardada biblioteca da Costa de Caparica, um novo cineclube no Salão das Carochas, um concurso de bandas de Rock ou a maratona de desenho na Casa da Cerca foram algumas das novidades apresentadas.
Esta iniciativa é o resultado de meses de diálogo e de auscultação junto das mais de 150 associações culturais de Almada, que tornam o município um dos mais vigorantes do sector em Portugal.
A estratégia começou pela promoção de várias sessões de reflexão entre funcionários da CMA, associações culturais, parceiros, outras unidades orgânicas e, finalmente, os almadenses, através de um inquérito disponível no site da autarquia.
A programação de 2026 tem, por isso, o eixo assente em cinco elementos fundamentais: diversidade artística, articulação entre serviços, acesso e proximidade, presença ao longo de todo o ano e valorização do território. Toda esta missão se traduz numa frase que marcou a apresentação desta sessão e que marcará, sem dúvida, os próximos tempos: “Toda a Cultura é Política.”
A sessão na Incrível Almadense confirmou também a continuidade de alguns projetos, como a 26.ª edição do “Festival dos Capuchos”, o “Está Tudo em Festa”, no mês de junho, ou as Marchas de Almada, que este ano comemoram 30 anos e, por isso, vão ser palco de uma grande exposição municipal.
Almada continua a afirmar-se como um polo cultural com múltiplas vertentes. Este ano, a arte contemporânea sai reforçada por uma nova curadoria, com a assinatura de Cláudia Ramos, pela criação de novos itinerários de arte pública e por um inventário de arte urbana. Já o Património continua a missão de abrir as escavações à população, bem como de manter os projetos de investigação em Almada Velha e na Quinta do Almaraz. Uma cidade e um concelho que não olham para o seu passado não saberão contar nem o presente nem o futuro.
Se, na Dança, o “Festival Transborda” e a “Quinzena de Dança” vão continuar a dar cartas no concelho, na música, os “Sons de Outono” e o “Trafaria Bluegrass” prometem prolongar a importância das suas raízes em duas propostas culturais descentralizadas. Quanto ao teatro, a “Mostra de Teatro de Almada”, o “Sementes” e o “Festival de Almada” são já sinónimos umbilicais de Almada, que vão voltar a estar próximos dos almadenses.
Existem ainda três iniciativas que vão reforçar a identidade política e de resistência de Almada: o festival de Filosofia “É Proibido Proibir”, o Plano de Literacia da Informação e dos Media e, claro, as celebrações do 25 de Abril, que este ano contam, em palco, com Capicua e com Karetus, com o seu “Projeto Liberdade”.