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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Séc. XII a XIV
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 5106); PDM de Almada

Largo 1º de Maio 2800-188 Almada

Largo 1.º de Maio

Outras designações
Almada - Adro da Igreja de São Tiago (Largo 1º de Maio)
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Imagem representativa de ARQ0033
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Imagem representativa de Largo 1.º de Maio. Plano final dos trabalhos arqueológicos.
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Imagem representativa de Largo 1.º de Maio. Panela recolhida no decurso da escavação de emergência.
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Imagem representativa de Largo 1.º de Maio. Fase de intervenção.
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Imagem representativa de Largo 1.º de Maio. Enquadramento atual do sítio.
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Imagem representativa de Largo 1.º de Maio. Obras de saneamento durante a descoberta do silo.

No final de 1991, durante o acompanhamento arqueológico das obras de requalificação urbanística junto à Igreja de Santiago, foi identificado e intervencionado um silo escavado nas margas miocénicas (c. 23 a 5,3 Ma). Esta estrutura negativa encontrava-se parcialmente truncada, resultado de um antigo rebaixamento da cota da estrada e da abertura de uma vala de saneamento.

Não obstante os danos sofridos, o seu preenchimento preservava espólio cerâmico e restos faunísticos, sobretudo malacofauna (mexilhão, amêijoa, ostra e berbigão, por exemplo), atribuíveis aos séculos XII a XIV. Estes vestígios evidenciam o aproveitamento dos recursos estuarinos do rio Tejo na dieta alimentar durante este período.

Destaca-se ainda a recuperação de uma panela completa com marcas de sujeição a fogo, testemunho direto da sua utilização em contexto doméstico.