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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Séculos XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Reformosa (promotora imobiliária)

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Edifício incluído na Zona Especial de Proteção da Fortaleza da Torre Velha, também designada por Torre de São Sebastião da Caparica
Legislação Associada: Decreto n.º 11/2012, Diário da República n.º 104/2012, Série I, de 29 de maio; Portaria n.º 934/2013, Diário da República n.º 252/2013, Série II, de 30 de dezembro

Largo Carlos da Maia

Lazareto

Outras designações
Asilo 28 de Maio
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Imagem representativa de Lazareto / Asilo 28 Maio. Perspetiva obtida à distância.

Complexo arquitetónico construído em 1869, pensado segundo os critérios higienistas da época, que inclui o edifício do Lazareto, a Chaminé e a Capela do Bom Sucesso, além de um jardim interior e cemitério. Foi pensado de raiz para albergar viajantes marítimos em situação de quarentena no porto de Lisboa. Aquando da sua construção foi tido como uma das instalações deste tipo mais avançadas na Europa. Ao longo do tempo, perdeu esta vocação inicial, tendo servido de prisão, asilo e habitação ilegal.

Exemplar da arquitetura do ferro, estilo construtivo inovador do século XIX que usava o ferro como elemento estrutural, permitindo a construção de edifícios de maior dimensão, ergue-se em encosta, naturalmente isolado e sobranceiro à área habitacional do Porto Brandão, apresentando uma planimetria em contorno de ferradura, numa estrutura panóptica, com jardins interiores, uma cozinha monumental, salões e amplos corredores. No centro, a chaminé do forno crematório.

Tinha como principal função assegurar o serviço sanitário do Porto de Lisboa, procedendo-se ali à quarentena de mercadorias e passageiros provenientes de países onde poderiam existir surtos de doenças infectocontagiosas, substituindo assim o lazareto da Torre Velha, que servia iguais propósitos. No início do século, perde a vocação inicial, sendo utilizado como cadeia durante a rebelião monárquica do Norte, em 1919, e como alojamento para raparigas pobres, o Asilo 28 de Maio, inaugurado em 1928, que albergou várias centenas de internas sob tutela da Casa Pia. É abandonado por risco de desmoronamento em 1960, ficando devoluto. No pós-25 de Abril, serviu de abrigo a cerca de seiscentas pessoas vindas das ex-colónias, que seriam realojadas no bairro Nossa Senhora da Conceição, Monte de Caparica, em 1996. É cedido à ESTAMO em 2007, que posteriormente o aliena a privados, saindo então da esfera pública.

No concelho de Almada, a área coberta do Lazareto apenas é excedida, ainda hoje, por instalações industriais modernas. Devido ao contínuo estado de abandono e às ocupações sucessivas, sem mínimas condições de estadia, o edificado encontra-se em ruínas, tendo parte da estrutura colapsado.