PATRIMÓNIO
Visitável: Não
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Séculos XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Moinho da Vigia
Antigo moinho de vento, hoje adaptado para habitação. Situa-se em ponto elevado, junto à arriba, num local denominado Vigia. Edifício de planta circular e copo cilíndrico, reaproveitado como dependência para armazenamento de materiais diversos, tendo desaparecido os constituintes do aparelho de moagem; as cantarias são em calcário. O capelo original foi substituído por uma cobertura de seis águas. Apresenta uma única porta, encimada por janela de pequena dimensão.
Enquadra-se na tipologia de moinhos mediterrânicos, de menor dimensão quando comparados com os do norte da Europa, de planta circular, normalmente com um piso, a que se acedia por uma escada de pedra. O capelo, cónico e construído em colmo, assentava numa estrutura circular de madeira, sobre a qual rodava, permitindo direcionar as velas e aproveitar melhor as mudanças de direção do vento. Eram geralmente caiados de branco.
A transformação de cereal assumia certa importância na zona sul do Tejo, com a existência de moinhos de maré e de vento para alimentação do mercado local e de Lisboa. Tendo uma produtividade menor do que a dos moinhos de maré, e estando em locais de maior altitude, logo de mais difícil acesso, tendiam a fornecer o mercado local, enquanto os de maré forneciam principalmente Lisboa. No concelho de Almada, regista-se um número superior de moinhos de vento, com maior incidência na zona norte do concelho.