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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séculos XIX / XX
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS) - Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

Rua Raposo de Cima, a norte do depósito de Água do Raposo

Moinho do Raposo 1

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Imagem representativa de 02_Ficha_Carta_Patrimonio_2024.01.10-300
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Imagem representativa de Moinho do Raposo 1. Observado desde o exterior.
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Imagem representativa de Moinho do Raposo 1.

Antigo moinho de vento, cujo edificado foi recuperado. Mantém parte das características arquitetónicas originais, como o corpo tendencialmente cilíndrico e uma porta encimada por janela de pequena dimensão, verifica-se que o capelo foi substituído por cobertura em abóbada, registando-se, igualmente, a ausência de elementos do aparelho de farinação. Talvez o topónimo da área envolvente se deva ao nome ou à alcunha de um antigo proprietário.

Enquadra-se na tipologia de moinhos mediterrânicos, de menor dimensão quando comparados com os do norte da Europa, de planta circular, normalmente com um piso, a que se acedia por uma escada de pedra. O capelo, cónico e construído em colmo, assentava numa estrutura circular de madeira, sobre a qual rodava, permitindo direcionar as velas e aproveitar melhor as mudanças de direção do vento. Eram geralmente caiados de branco.

A transformação de cereal assumia certa importância na zona sul do Tejo, com a existência de moinhos de maré e de vento para alimentação do mercado local e de Lisboa. Tendo uma produtividade menor do que a dos moinhos de maré, e estando em locais de maior altitude, logo de mais difícil acesso, tendiam a fornecer o mercado local, enquanto os de maré forneciam principalmente Lisboa. No concelho de Almada, regista-se um número superior de moinhos de vento, com maior incidência na zona norte do concelho.