PATRIMÓNIO
Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Século XIX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Indeterminada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Moinho dos Buxos
Antiga estrutura de moagem eólica, com corpo cónico, em relativo bom estado de conservação, sendo possível observar pormenores que indiciam a existência anterior de dois pisos. Uma escada interna possibilitaria acesso ao andar superior. Apresenta uma única porta encimada por uma pequena janela, com correspondência similar a tardoz. O topo encontra-se capeado por lajes calcárias. Verificam-se ferragens metálicas de encaixe cravadas na estrutura. Regista-se a ausência de aparelhagem e de cobertura, o capelo. O caminho adjacente concede acesso direto ao varadouro na margem do rio Tejo.
Enquadra-se na tipologia de moinhos mediterrânicos, de menor dimensão quando comparados com os do norte da Europa, de planta circular, normalmente com um piso, a que se acedia por uma escada de pedra. O capelo, cónico e construído em colmo, assentava sobre uma estrutura circular de madeira, sobre a qual rodava, permitindo direcionar as velas e aproveitar melhor as mudanças de direção do vento. Eram geralmente caiados de branco.
A transformação de cereal assumia certa importância na zona sul do Tejo, com a existência de moinhos de maré e de vento para alimentação do mercado local e de Lisboa. Tendo uma produtividade menor do que a dos moinhos de maré, e estando em locais de maior altitude, logo de mais difícil acesso, tendiam a fornecer o mercado local, enquanto os de maré forneciam principalmente Lisboa. No concelho de Almada, regista-se um número superior de moinhos de vento, com maior incidência na zona norte do concelho.
O moinho terá pertencido à Quinta dos Buxos, cujos terrenos integraria. A quinta fazia parte das propriedades da família Guedes Pereira, à época uma das maiores proprietárias da zona da Caparica, tendo possivelmente sido fundada no século XVII. A posse passará para a família Pombo em 1839, assumindo o nome de Quinta do Pombo; sai da esfera desta família em 1919, ao ser adquirida por António de Castro Freire.