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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Séculos XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinado

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

A sul da Quinta da Madre de Deus, Rua Azinhaga de Pera, desvio 400 m à esquerda, via Estrada Militar

Moinho dos Inglesinhos

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Imagem representativa de 02_Ficha_Carta_Patrimonio_2024.01.10-296
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Imagem representativa de Moinho dos Inglesinhos. Perspetiva distante.

Antiga estrutura de moagem eólica, talvez a última a abandonar a atividade de moagem de cereais no concelho, uma vez que manteve um ritmo de produção constante até aos anos 50 do século XX. Encontra-se em bom estado de conservação, nomeadamente no que diz respeito à alvenaria, cobertura e eixo principal da roda, elementos visíveis a partir do exterior.

Enquadra-se na tipologia de moinhos mediterrânicos, de menor dimensão quando comparados com os do norte da Europa, de planta circular, normalmente com um piso, a que se acedia por uma escada de pedra. O capelo, cónico e construído em colmo, assentava numa estrutura circular de madeira, sobre a qual rodava, permitindo direcionar as velas e aproveitar melhor as mudanças de direção do vento. Eram geralmente caiados de branco.

A transformação de cereal assumia certa importância na zona sul do Tejo, com a existência de moinhos de maré e de vento para alimentação do mercado local e de Lisboa. Tendo uma produtividade menor do que a dos moinhos de maré, e estando em locais de maior altitude, logo de mais difícil acesso, tendiam a fornecer o mercado local, enquanto os de maré forneciam principalmente Lisboa. No concelho de Almada, regista-se um número superior de moinhos de vento, com maior incidência na zona norte do concelho.