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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico; Neolítico
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1121); PDM de Almada

Avenida Arsenal do Alfeite 2810-262 Feijó

Monte de Alagoa

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Imagem representativa de ARQ0009
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Imagem representativa de Monte de Alagoa. Enquadramento geral atual (2021).
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Imagem representativa de Monte de Alagoa. Enquadramento geral atual (2021).
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Imagem representativa de Monte de Alagoa. Enquadramento geral atual. Corte geológico em segundo plano (2021).

Estação arqueológica sinalizada em janeiro de 1976 e confirmada em 1977, por elementos do Centro de Arqueologia de Almada, abrangendo o Cabeço do Ministro e a encosta nascente do vale do riacho da Alagoa. Identificou-se uma mancha de dispersão de artefactos cerâmicos e líticos à superfície do topo da encosta sul da elevação, em terrenos de matriz arenosa integrados em formações plio-plistocénicas, bem como na vertente nordeste, numa pequena elevação na margem direita de um antigo esteiro do Rio Tejo.

O espólio de pedra lascada, predominantemente sobre sílex, engloba núcleos, lascas retocadas, furadores, denticulados, calhaus truncados, raspadores e uma ponta de seta. Tecno-tipologicamente, o conjunto manifesta elementos de cariz Languedocense (c. 8000 a.C. — 4500 a.C.) em coexistência com materiais atribuíveis ao Neolítico (c. 5500 a.C. — 3000 a.C.), evidenciados pela presença de cerâmica lisa e com decoração incisa.

O sítio foi relocalizado em 2015 no decurso de um acompanhamento arqueológico de obra. Apesar de a visibilidade do solo se apresentar predominantemente nula devido à deposição de manta morta e ao impacto de antigas surribas para plantio de arvoredo (pinhal e carvalhal), confirmou-se a presença ocasional de espólio disperso.