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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XX / XXI
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Reitorado do Santuário Nacional de Cristo Rei – Diocese de Setúbal

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

HORÁRIO

Normal
Dias de abertura: Todos os dias
Horário nos dias úteis: 10h - 18h
Horário aos Sábados: 10h - 18h
Horário aos Domingos: 10h - 18h

CONTACTOS

Telefone
212 751 000
Alto do Pragal, Avenida do Cristo Rei

Monumento ao Cristo Rei

Outras designações
Santuário Nacional de Cristo Rei; Cristo Rei
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Imagem representativa de Ficha_Carta_Patrimonio_REVISTAS-207
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Imagem representativa de Santuário de Cristo Rei. Enquadramento geral do santuário.
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Imagem representativa de Santuário de Cristo Rei. Enquadramento frontal.
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Imagem representativa de Santuário de Cristo Rei. Perspetiva tardoz.

Um dos mais altos edifícios nacionais, que engloba não só a conhecida e imponente estátuas, inspirada no Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, mas também um santuário dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, com diversas valências.

O Cristo Rei é constituído por uma enorme estrutura de betão armado, em tronco piramidal de quatro pilares, rematados em arcos, sobre os quais assenta uma plataforma com terraço a 84 metros de altura. A estátua, de 28 metros, encontra-se no centro da plataforma, apresentando uma túnica ampla de caneluras verticais; ostenta um coração inflamado no peito, símbolo da respetiva dedicação. Os pilares são ocos, contendo no interior a Capela de Nossa Senhora da Paz, sacristia, zonas de exposição e de acesso ao terraço, sob o qual existe a Capela dos Confidentes do Sagrado Coração de Jesus, inaugurada em 2008. Ao todo, o monumento conta com 110 metros de altura e 625 metros quadrados na base, tendo sido integralmente construído em betão. Os projetos de arquitetura e de engenharia foram assinados por António Lino e Francisco de Mello e Castro, respetivamente, sendo a estátua criação do escultor Francisco Franco.

A idealização do santuário começa a tomar forma nos anos 30, pela mão do cardeal Cerejeira, que propôs a edificação de um monumento deste tipo aos demais bispos portugueses. O terreno foi adquirido em 1941, desanexado à Quinta da Arealva, sendo que um ano antes o episcopado português havia formulado um voto de que se edificaria o monumento caso Portugal se mantivesse neutro na Segunda Guerra Mundial, como aconteceu. Ao longo dos anos 40 e 50, sucederam-se as campanhas de angariação de fundos, lançando-se a primeira pedra em 1949. A inauguração ocorreu a 17 de maio de 1959, em sessão solene, com a presença das mais altas figuras do Estado Novo e da Igreja. O papa João XXIII, contudo, não esteve presente, tendo enviado uma radiomensagem; registou-se ainda uma presença considerável de população.

No 25 de Abril, o santuário foi ocupado pela Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, de prontidão para bombardear Lisboa e o Tejo, caso houvesse reação de forças fiéis ao regime. A construção da Capela de Nossa Senhora da Paz inicia-se em 1984, com o delineamento de um plano de ordenamento dos terrenos do santuário; tendo sido inaugurados vários edifícios de apoio, bem como o reordenamento do espaço exterior entre as décadas de 1990 e 2000.

Inicialmente do Patriarcado de Lisboa, a propriedade passará para a Diocese de Setúbal no ano de 1999, em conjunto com o Seminário de Almada.