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O desenvolvimento exponencial da frota pesqueira é acompanhado, a partir de 1939, pela instalação, no Ginjal, da Sociedade Nacional dos Armadores do Bacalhau (SNAB), sendo esta responsável pela construção de uma fábrica para produção e tratamento de óleo de fígado de bacalhau, inaugurada em 1955. O edifício era constituído por três corpos distintos: laboratório, escritórios e edifícios administrativos; espaço de transformação; abrigo para tanques de armazenamento. As atividades ligadas ao setor bacalhoeiro conhecem grande aceleração no Cais do Ginjal a partir dos anos 40, beneficiando dos incentivos da Campanha do Bacalhau. A dado momento, a atividade de transformação de óleo de fígado de bacalhau ganha proeminência face a outras que existiam no Ginjal, pois o consumo deste suplemento alimentar conhece uma grande popularidade nas décadas de 1960/70, principalmente devido à Circular n.º 2628, de 4 de janeiro de 1956, que marcará o início da sua distribuição nas escolas, sobretudo para os alunos mais carenciados. O conjunto encontra-se atualmente em condição de abandono e em avançado estado de degradação.
Rua Trindade Coelho
Tipo de património cultural