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Exemplar da arquitetura civil e municipal em Portugal com uma escadaria monumental datada de final do século XVIII, apresentando no centro da fachada principal as armas reais de D. Maria I, soberana que ordenou a conclusão das obras. O projeto inicial, cujo arquiteto se desconhece, foi elaborado antes de 1767, momento em que se encontrava inacabado. Analisado pelo sargento-mor Mateus Vicente de Oliveira, foram identificados defeitos e excessos, eventual justificação para o desalinhamento evidente da torre do relógio, em particular no que diz respeito à fachada principal. A construção foi suspensa durante alguns anos e retomada em 1786, após diversos requerimentos e arrematações, sob a orientação de um novo plano, ficando concluídas no ano de 1795, data que consta gravada no sino, sendo o edifício medido e descrito, conforme auto lançado no Livro do Tombo do Concelho, a 1 de agosto de 1796. Apresentava uma estrutura similar à atual, com três pisos, uma água-furtada e torre. Estudos recentes identificam José Manuel de Carvalho Negreiros (1751-1815) como autor da planta final, delineada por ordens e avisos régios de 28 de setembro de 1779 e 17 de setembro de 1781. Este arquiteto português, com formação em Itália, era filho do engenheiro militar Eugénio dos Santos e Carvalho, um dos arquitetos responsáveis pela reconstrução da Baixa Pombalina de Lisboa após o terramoto de 1755.
Largo Luís de Camões
21 272 4534; 212 724 500
Tipo de património cultural