Conjunto de cariz agrícola edificado em finais do século XIX, inícios do século XX. Incorporava casa de habitação, capela e algumas casas de lavoura; apresenta pátio com portão de entrada e jardim circundante. A origem do topónimo Laranjeiro terá relação com esta propriedade, havendo referências documentais datadas de 1866, firmadas em assento notarial, que atestam a existência de uma Quinta do Laranjeiro, atual Santo Amaro. Contudo, somente em finais de Oitocentos é que o topónimo se estende a uma área específica, sobrepondo-se aos demais. Consta que terá resultado da alcunha de um antigo proprietário da quinta, José Rodrigues, vulgo o Laranjeiro, oriundo de Cacilhas, que em 1741 teria aforado uma vinha no Álimo à Albergaria de São Lázaro. Em 1801, a alcunha ter-se-ia já vulgarizado, estando fixada no apelido de Francisco Rodrigues Laranjeiro, proprietário na Cova da Piedade e provável descendente do anterior. Verificar-se-ia, portanto, uma identificação entre o apelido dos proprietários e a propriedade. A Quinta de Santo Amaro encontrava-se devoluta nos anos de 1990, tendo sido adquirida pela Câmara Municipal de Almada. Após dois anos de obras de restauro e adaptação, ali foi instalado e inaugurado, no dia 14 de outubro de 2000, o Centro Cultural e Juvenil de Santo Amaro, também conhecido como Casa Amarela.
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Estrada dos Álamos, 402 2810-260 Laranjeiro
juventude@cm-almada.pt
212548220
Tipo de património cultural