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A Quinta de Nossa Senhora do Carmo foi pertença da Ordem dos Carmelitas desde 1463, fazendo parte dos bens do Convento do Carmo, Lisboa. Integrada em Murfacém, que nas fontes surge já identificada como localidade desde fins da Idade Média, uma das poucas do concelho de Almada em que tal acontece. Este núcleo histórico engloba um pequeno aglomerado urbano constituído por edificações térreas, pela quinta e por um importante conjunto de cisternas de génese árabe, refletindo a origem do topónimo, o qual, segundo alguns autores, significaria «barbeiro»; segundo outros, «propriedade de Hassan». Tendo de início sido aforada a particulares, os padres carmelitas instalam-se na propriedade em fins do século XVI, passando a administrá-la diretamente. Ao longo dos séculos, foi sendo objeto de obras de ampliação, restando pouco do edificado quinhentista. Hoje casa apalaçada de habitação, do seu passado carmelita resta, sobre a porta, o brasão da ordem. Integra a capela quinhentista de Murfacém, ou de Nossa Senhora do Carmo, transformada em ermida durante o século XVI. No interior, destacam-se três imagens de boa qualidade produzidas no século XVIII. Apresenta azulejos de estilo pombalino, talvez de inícios de Oitocentos, tal como o altar, mas o frontal, em tela dura, remete para o século XVIII. Após as Invasões Francesas, em local vizinho à quinta, foi construído um forte, posteriormente arrematado e demolido pelos carmelitas. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, a propriedade passou por diferentes donos. Entre 1949 e 1962, Maria Adelaide de Bragança van Uden, neta de D. Miguel I, residiu nesta quinta.
Largo da Liberdade
Tipo de património cultural