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Quinta setecentistas, provavelmente edificada em duas campanhas, uma no início do século, outra no final, após 1780, esta sob responsabilidade do arquiteto Manuel Caetano de Sousa. O nome da quinta advirá de um antigo proprietário, de apelido Borja, provavelmente da família de Custódio Miguel de Borja, capitão-mor das ordenanças de Almada no início do século XIX. Seguindo a característica disposição dos solares setecentistas, o edifício habitacional, de dois pisos, integra a capela numa das extremidades da fachada. Do conjunto de anexos agrícolas associados, subsiste o celeiro, de planta retangular, telhado de duas águas, na continuação da fachada principal da habitação. A rampa de acesso à fachada principal comunica com a Estrada Nacional 377, expondo um pátio em calçada, cercado por murete, que rodeia a fachada posterior. O celeiro encontra-se no eixo da habitação, com frontaria na direção da rua; identificam-se outras construções agrícolas junto ao frontispício ulterior. Atualmente, o interior apresenta-se totalmente adulterado, tendo desaparecido os azulejos setecentistas que o revestiam. Segundo informações orais do sacerdote, o conjunto agrícola terá sofrido vandalismo durante os anos 70 do século XX, tendo o interior sido integralmente devastado por incêndio. A consequente recuperação, apesar de ter mantido as fachadas principais dos edifícios, não preservou os atributos planimétricos primitivos. A passagem pelo interior permitiu observar uma solução de ocupação adaptada, com claros contrastes de conversão do espaço interior, bem visível no antigo lagar construído na antiga dependência de lavoura. Estas alterações comprometeram a ambiência original do conjunto: as introduções de novos elementos desvirtuaram, de forma irreversível, o carácter histórico da quinta.
Rua das Quintas, n.º 7, 9 e 11 Caparica
Tipo de património cultural