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Complexo arquitetónico construído em 1869, pensado segundo os critérios higienistas da época, que inclui o edifício do Lazareto, a Chaminé e a Capela do Bom Sucesso, além de um jardim interior e cemitério. Devido ao contínuo estado de abandono e às ocupações sucessivas, sem mínimas condições de estadia, o edificado encontra-se em ruínas, tendo parte da estrutura colapsado. Exemplar da arquitetura do ferro, ergue-se em encosta, naturalmente isolado e sobranceiro à área habitacional do Porto Brandão, apresentando uma planimetria em contorno de ferradura, numa estrutura panóptica, com jardins interiores, uma cozinha monumental, salões e amplos corredores. No centro, a chaminé do forno crematório. Tinha como principal função assegurar o serviço sanitário do Porto de Lisboa, procedendo-se à quarentena de mercadorias e passageiros provenientes de países onde poderiam existir surtos de doenças infectocontagiosas, substituindo assim a o lazareto da Torre Velha, que servia iguais propósitos. No início do século, perde a vocação inicial, sendo utilizado como cadeia durante a rebelião monárquica do Norte, em 1919, e como alojamento para raparigas pobres, o Asilo 28 de Maio, inaugurado em 1928, que albergou várias centenas de internas sob tutela da Casa Pia. É abandonado por risco de desmoronamento em 1960. No pós-25 de Abril, serviu de abrigo a cerca de seiscentas pessoas vindas das ex-colónias, que seriam realojadas no bairro Nossa Senhora da Conceição, Monte de Caparica, em 1996. É cedido à ESTAMO em 2007, que posteriormente o aliena a privados, saindo então da esfera pública. No concelho de Almada, a área coberta do Lazareto apenas é excedida, ainda hoje, por instalações industriais modernas.
Largo Carlos da Maia
Tipo de património cultural