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O Forte de Santa Luzia, cujo nome evoca a padroeira de uma antiga confraria de pescadores de Cacilhas; assegurava a defesa deste porto, importante entreposto e ponto de passagem entre as duas margens do Tejo. Desconhece-se a data exata de construção, embora se saiba que terá sofrido alterações durante o século XVII, tendo sido reedificado durante o reinado de D. Pedro II (1638-1705). Encontrar-se-ia artilhado em 1711, assim permanecendo até 1833, ano em que se iniciou o seu desarmamento, concluído em 1873. Surge representado em plano hidrográfico de Cacilhas datado de 1838. A esplanada é apresentada como uma muralha robusta, na qual se abrem seis canhoneiras. A planta assume contorno trapezoidal e uma das faces, implantada a oeste, encostava ao edifício, então utilizado como posto da Guarda-fiscal. Durante as lutas liberais, após ocupação pelos constitucionalistas, fez fogo sobre forças miguelistas em fuga desordenada para Lisboa. Junto ao forte, foi abatido Teles Jordão, oficial das tropas absolutistas. Em meados do século XIX, adota função de alojamento para alguns oficiais reformados e veteranos. A esplanada da artilharia foi alterada na década de 1890, libertando espaço para embarcadouro de vapores com destino à capital. Sobre a porta de entrada do edifício é possível observar um escudo com armas de Portugal. Da edificação militar original, hoje desocupada, sobreviveu apenas uma pequena parte. 

Largo Alfredo Diniz
Tipo de património cultural