Plataforma militar que fazia parte do sistema defensivo costeiro da capital, em serviço até 1999, aquando da sua desativação. Concebido pelo general britânico F. W. Barron no decurso da II Guerra Mundial, o sistema, também chamado Plano Barron, em pleno funcionamento a partir de 1958, articulava oito batarias dispostas a norte e a sul do Tejo, constituídas por bocas de fogo de artilharia com posições de tiro próximas, quatro de cada margem, uma das quais era a da Raposeira. Todo o conjunto estava guarnecido pelo Regimento de Artilharia de Costa, unidade integrada no Exército e também desativada em 1999. A sul, encontra-se a Bataria de Alpena, que funcionava como paiol adjacente a esta fortificação. Fez também parte do Campo Entrincheirado de Lisboa (CEL), um sistema defensivo montado no final de Oitocentos, tendo a Bataria da Raposeira sido edificada, nesse contexto, entre 1893 e 1911. Nas proximidades, erguera-se o hoje desaparecido Forte da Vigia, fortificação de terra batida do tempo das Invasões Francesas. Posteriormente, foi integrada na Frente Marítima de Defesa de Lisboa. As primeiras experiências de Telegrafia Sem Fios (TSF), em Portugal, foram realizadas aqui, em comunicação com o Forte do Alto do Duque, Algés, em 1901. O Plano Barron aproveita e moderniza as estruturas militares da Raposeira, adaptando-as às novas realidades bélicas do pós-guerra. Tendo as instalações sido abandonadas após a sua desativação, foram objeto de contínuos atos de vandalismo e encontram-se numa situação generalizada de ruína.
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Estrada Militar
Tipo de património cultural