Bataria integrada no sistema defensivo da costa de Lisboa, protegendo os estuários do Tejo e do Sado, desenvolvido e construído no pós-Segunda Guerra Mundial, desartilhado em 1998. Estava guarnecido pelo Regimento de Artilharia de Costa (RAC), unidade integrada no Exército e desativada em 1999. O sistema resulta da implementação do Plano Barron, delineado no decurso dos anos de 1940, encontrando-se o sistema em pleno funcionamento em 1958. A construção da Bataria da Raposa terminou em 1954. Integrava um conjunto de oito batarias dispostas a norte e a sul do Tejo, constituídas por bocas de fogo de artilharia com posições de tiro próximas, quatro de cada margem, sendo uma delas a da Raposa, que protegia a zona entre a Trafaria e a Arrábida. Era apoiada, a norte, pela 5.ª Bataria (Raposeira, Trafaria) e, a sul, pela 7.ª Bataria (Outão). O plano aproveitava muitas das construções do antigo Campo Entrincheirado de Lisboa (CEL) e procurava evitar o desembarque de forças convencionais que pusessem em perigo a capital. O complexo militar da Raposa é constituído por oito edifícios, localizados num terreno de 12 hectares; possuía três peças de artilharia fixas, em torres blindadas e com paióis subterrâneos. Encontra-se atualmente em boas condições de conservação, estando aqui sediados os bombeiros sapadores florestais de Almada.
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Estrada Florestal da Fonte da Telha