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12 May 2022

O que querem os jovens para Almada?

Inês Azenha Bernardo, aluna da Emídio Navarro, foi ontem eleita porta voz da Assembleia Municipal Jovem de Almada (AMJA), que reuniu pela primeira vez esta quarta-feira, na Sala Pablo Neruda, no coração da cidade. 

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Este foi «um momento histórico», afirmou o presidente da Assembleia Municipal de Almada, José Joaquim Leitão, que dirigiu os trabalhos. 

O desafio, lançado pela CMA e Assembleia Municipal às escolas públicas e privadas com ensino secundário, aconteceu em 2019, mas a pandemia e as eleições antecipadas abrandaram a formação desta Assembleia Municipal Jovem. Ontem à tarde, sete alunos de dois agrupamentos escolares do concelho assumiram o seu lugar, depois de legitimamente eleitos pelos seus pares, nas escolas.

Nesta primeira sessão, foram eleitos dois secretários e o representante da AMJA para este ano, e debateram as duas moções entregues pelos agrupamentos de escolas da Emídio Navarro e da Caparica. Daqui sairá um conjunto de recomendações da AMJA à Câmara Municipal. 

Projeto para crescer

«O objetivo é que vá crescendo», sublinhou no início dos trabalhos a presidente da CMA, Inês de Medeiros, que pretende que outras escolas se juntem a este projeto, já no próximo ano letivo. 

A AMJA «pode ser um instrumento muito importante para combater o preconceito perante a atividade política». Mas não só. 

«Era impensável» imaginar que surgiriam novos movimentos políticos xenófobos ou uma guerra em plena Europa, lembrou. As propostas revelam que «vocês estão muito conscientes dos desafios que têm pela frente e de que o que estamos a construir é o vosso futuro». 

O que querem os mais jovens?

Este novo órgão pretende incentivar o interesse dos jovens pela participação cívica e política e fazer chegar a sua voz aos órgãos municipais. 

A discussão «foi muito produtiva e uma lição de participação e de construção», elogiou Joaquim Leitão, que dirigiu a reunião durante as três horas de trabalhos. 

No final, os sete deputados municipais jovens aprovaram um conjunto de recomendações, que refletem as preocupações dos alunos dos dois agrupamentos de escolas.

As alterações climáticas, a igualdade de género, a saúde mental e a alimentação saudável são temas que foram debatidos nesta tarde, com os jovens a pedir ação ao executivo municipal. 

Para o espaço público querem, por exemplo, serviços de mobilidade suave e de último quilómetro, como bicicletas ou trotinetas partilhadas, corredores exclusivos para os transportes públicos e fontes para encher cantis de água.

Para a comunidade escolar reclamam apoio psicológico nas escolas, o fim da venda de garrafas de plástico, atividades extracurriculares que os levem para lá das escolas e projetos de ligação interescolares.

Muitas das propostas são «pertinentes e temos condições para as implementar, em conjunto com as escolas e os SMAS», adiantou o vereador com o pelouro da Juventude, Filipe Pacheco.