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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séculos XVI / XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Marinha – Ministério da Defesa Nacional

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não

CONTACTOS

Telefone
210 902 000; 210 950 800
Base Naval de Lisboa - Alfeite

Paço Real do Alfeite

Outras designações
Palácio do Alfeite / Palácio Real do Alfeite
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Imagem representativa de 02_Ficha_Carta_Patrimonio_2024.01.10-206
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Imagem representativa de Paço Real do Alfeite / Palácio do Alfeite / Sede do Comando da Base Naval de Lisboa. Postal de António Passaporte.
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Imagem representativa de Paço Real do Alfeite / Palácio do Alfeite / Sede do Comando da Base Naval de Lisboa. Fachada.

A construção do Palácio do Alfeite foi ordenada pelo infante D. Pedro em 1758, erguendo-se sobre fundações de estruturas preexistentes desde o século XVI. As terras da zona do Alfeite foram propriedade de várias casas senhoriais desde a Idade Média, tendo sido incorporadas na Casa do Infantado, conjunto de propriedades destinado aos filhos secundogénitos do rei, em 1654. Acredita-se que a implantação poderá estar relacionada com o terramoto de 1755, pretendendo-se constituir um refúgio de segurança e um ponto de veraneio, recreio e convívio para Família Real situado no exterior da capital.

O palácio chegou a albergar o Conselho do Estado em períodos politicamente conturbados, nomeadamente em finais de novembro de 1822, quando a rainha D. Carlota Joaquina se recusou a reconhecer a Constituição. Com a extinção da Casa do Infantado, o palácio é destinado para usufruto régio, não sendo integrado na Fazenda Real. Será objeto de nova intervenção durante o reinado de D. Pedro V, em meados da década de 1850. Em decisão polémica, foi a Quinta do Alfeite arrendada, em 1851, por Costa Cabral, então presidente do Conselho de Ministros. O rei D. Carlos usou extensivamente o palácio e as propriedades circundante como lugar de repouso e reserva de caça.

Com a implantação da República, em 1910, foram arrolados os bens imobiliários da Casa Real e da Casa de Bragança, tenho o paço transitado para administração do Ministério das Finanças. Em 1918, após cedência da propriedade, inicia-se o processo para instalação, nas quintas circundantes, do Arsenal do Alfeite, inaugurado em 1938; nas décadas seguintes, foram sendo instalados vários serviços e valências navais naquelas propriedades, dando origem à Base Naval de Lisboa, criada em 1958. O palácio foi objeto de novas obras de restauro em 1969; ali funciona hoje a sede de comando da base.