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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XXI
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Monumento de Interesse Municipal (MIM)
Legislação Associada: Anúncio n.º 276/2025, Diário da República n.º 164/2025, Série II, de 27 de agosto; Portaria n.º 549/2023, Diário da República n.º 201/2023, Série II, de 17 de outubro; Portaria n.º 48/2014, Diário da República n.º 14/2014, Série II, de 21 de janeiro

CONTACTOS

Telefone
21 272 4534; 212 724 500
Largo Luís de Camões, 2800-158 Almada

Paços do Concelho

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Exemplar da arquitetura civil e municipal em Portugal com uma escadaria monumental datada de final do século XVIII, apresentando no centro da fachada principal as armas reais de D. Maria I, soberana que ordenou a conclusão das obras.

O projeto inicial, cujo arquiteto se desconhece, foi elaborado antes de 1767, momento em que o edifício se encontrava inacabado. Analisado pelo sargento-mor Mateus Vicente de Oliveira, foram identificados defeitos e excessos, eventual justificação para o desalinhamento evidente da torre do relógio, em particular no que diz respeito à fachada principal. A construção foi suspensa durante alguns anos e retomada em 1786, após diversos requerimentos e arrematações, sob a orientação de um novo plano, ficando concluídas no ano de 1795, data que consta gravada no sino, sendo o edifício medido e descrito, conforme auto lançado no Livro do Tombo do Concelho, a 1 de agosto de 1796. Apresentava uma estrutura similar à atual, com três pisos, uma água-furtada e torre.

Estudos recentes identificam José Manuel de Carvalho Negreiros (1751–1815) como autor da planta final, delineada por ordens e avisos régios de 28 de setembro de 1779 e 17 de setembro de 1781. Este arquiteto português, com formação em Itália, era filho do engenheiro militar Eugénio dos Santos e Carvalho, um dos arquitetos responsáveis pela construção da Baixa Pombalina de Lisboa após o terramoto de 1755.