PATRIMÓNIO
Visitável: Sim
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Séculos XIX / XX
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: APL – Administração do Porto de Lisboa, S. A. – Ministério das Infraestruturas e Habitação
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Monumento de Interesse Municipal (MIM)
Legislação Associada: Edital n.º 600/2021, Diário da República n.º 104/2021, Série II, de 28 de maio
Plano Inclinado / Estaleiro do Porto Brandão
Estaleiro dedicado à construção naval em madeira, o único que, no concelho de Almada, manteve a sua atividade ao longo do século XX e que ainda permanece in situ.
Surge referenciado no Plano Hydrographico do Porto de Lisboa, levantado de 1845 a 1847, sabendo-se por isso que a construção naval teria lastro naquela zona. A edificação de infraestruturas modernas ocorre nos anos de 1860, com instalação de máquina a vapor e de edifícios de apoio, encontrando-se em laboração plena em 1865, sob concessão da Empresa de Planos Inclinados. O estaleiro, com área de reparação naval em plano inclinado, era então pioneiro no país. Em 1949, são feitos melhoramentos nas instalações, nas quais se mantém a construção de navios, que, contudo, acabarão vendidas em 1953. Pouco depois, a Cooperativa de Rebocadores «Os Catraeiros» passa a utilizá-las para apoio à respetiva frota.
Estruturalmente, é constituído por um pontão de alvenaria paralelo à linha de costa para montante, no sentido oeste/este. Tem escadas de acesso em pedra, em ambos os lados. Apresenta três linhas de carris, nas quais assentam carros de alagem acionados por um engenho de tração instalado no topo da rampa; do lado de terra, adossado ao pontão, encontra-se um edifício de dois pisos, em alvenaria de tijolo, onde estavam instalados armazéns, oficinas e escritórios.