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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico, Mesolítico, Neolítico Antigo (?) e Indeterminado
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (administração)

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: todos os projetos de operações urbanísticas devem ser precedidos de estudos arqueológicos, em conformidade com a legislação aplicável, que promovam a consolidação e valorização do uso patrimonial científico-arqueológico e que integre e preserve os valores arqueológicos em presença que justificam a adequação das soluções propostas
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1616); PDM de Almada

Rua do Miradouro dos Capuchos 2825-041 Caparica

Ponta do Cabedelo

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Imagem representativa de ARQ0017
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Imagem representativa de Ponta do Cabedelo. Conjunto de materiais líticos identificados no decurso do trabalho de campo (2021).
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Imagem representativa de Ponta do Cabedelo. Conjunto de materiais líticos identificados no decurso do trabalho de campo (2021).
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Imagem representativa de Ponta do Cabedelo. Caminho de circulação existente no local.
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Imagem representativa de Ponta do Cabedelo. Conjunto de materiais líticos identificados no decurso do trabalho de campo (anos 90).
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Imagem representativa de Ponta do Cabedelo. Enquadramento parcial do sítio.

O sítio arqueológico foi identificado na década de 1940 (c. 1943-1945) por Afonso do Paço, Maxime Vaultier, Georges Zbyszewski e Henri Breuil. Implantado numa plataforma planáltica sobrejacente à Arriba Fóssil da Costa da Caparica, o local apresenta vestígios que testemunham uma ocupação territorial pré-histórica diacrónica. Predomina uma abundante indústria lítica de tradição técnica languedocense, dispersa sobre terrenos de matriz sedimentar composta por areias de deposição eólica que incorporam níveis de cascalheira.

A topografia do sítio sugere um modelo de ocupação assente na elevada mobilidade logística. O espaço terá funcionado como ponto de paragem nos circuitos de nomadismo destas populações, atraídas pela complementaridade ecológica entre os recursos litorais e os do interior. Esta envolvência determinava uma economia de subsistência baseada em fontes alimentares previsíveis e de fácil captura — designadamente a apanha de moluscos, a pesca e a caça —, testemunhando o estabelecimento de acampamentos sazonais.

Sob as perspetivas tecnológica e cronológica, subsiste a falta de consenso quanto ao enquadramento desta indústria sobre seixo. As propostas interpretativas oscilam entre uma atribuição ao Paleolítico (atendendo às características do macrolítico) e uma cronologia associada às comunidades do Neolítico Antigo (c. 5500 a 4500 cal a.C.).

O vasto espólio exumado, composto por milhares de artefactos, encontra-se disperso e acondicionado em diversas instituições nacionais. Não obstante a recorrência de recolhas de superfície ao longo de décadas, regista-se ainda uma evidente dispersão de materiais no terreno, com clara preponderância de lascas corticais de quartzito e de sílex.