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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Específico
Cronologia: Século XX
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: Estado, afetada à Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A.

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Em vias de classificação (com despacho de abertura) como Monumento de Interesse Público (MIP).
Legislação Associada: Anúncio n.º 205/2018, Diário da República, n.º 234/2018, 5 de dezembro

Praça da Portagem, 2800 - 225 Almada

Ponte 25 de Abril

Ponte rodoferroviária em ferro e aço, suspensa sobre o Tejo, unindo Almada e Lisboa. Umas das principais vias de comunicação do país, a sua construção motivou uma explosão urbanística na Margem Sul, com um aumento populacional muitíssimo relevante. Foi durante muito tempo a maior ponte suspensa da Europa e uma das maiores do mundo.

Possui dois tabuleiros: um para circulação rodoviária e outra para circulação ferroviária. O superior conta com seis vias, duas delas metálicas e perfuradas, garantindo assim a estabilidade da estrutura; o inferior apresenta duas vias ferroviárias – ambos com guardas metálicas tubulares, o segundo com passadiço de evacuação. É construída em estacaria, com os maciços e a estrutura do viaduto em betão; langarinas, viga de rigidez e torres em ferro e aço; cordões de amarração em aço; tabuleiro em aço e alcatrão; vias laterais assentes em cimento de betão. O vão principal tem 1012,88 metros, num comprimento total de 2278 metros; acima do nível da água, a altura livre é de 70 metros e a das torres principais é de 190,50 metros. Abaixo do nível da água, a profundidade do pilar principal sul é de 80 metros e a do pilar norte de 35 metros.

Depois de vários projetos e tentativas de ligação entre as duas margens, pensando-se em diversos locais e soluções de engenharia, com a primeira proposta a ser apresentada em 1876. O impulso final seria dado nos anos 50, respondendo ao problema crescente da ligação entre as duas margens, com a abertura do respetivo concurso internacional, em 1959, que adjudicou a obra à United Estates Steel Export Company, prevendo-se a futura adaptação ao tráfego ferroviário. As obras iniciam-se em 1962, e a ponte abre ao tráfego em 1966, batizada então como Ponte Salazar. Terão morrido onze operários durante a sua construção. Mudará de nome em outubro de 1974, quando alguns metalúrgicos, junto com elementos do Movimento das Forças Armadas e da Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, numa ação promovida pelo coronel Varela Gomes, derrubaram o letreiro, rebatizando-a como Ponte 25 de Abril, designação depois oficialmente consagrada.

Em 1999, é inaugurada a ligação ferroviária (Fogueteiro–Campolide, hoje alargada a Setúbal e ao Areeiro), permitindo também a circulação de comboios de longo curso. Junto ao pilar 7, abriu, em 2017, um centro interpretativo com vista privilegiada de Lisboa até à Margem Sul.