PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Época moderna
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 40208); PDM de Almada
Quinta da Boa Viagem
Conjunto edificado constituído por vários edifícios organizados em torno de um pátio central de planimetria quadrangular, no meio do qual se observa uma eventual boca de poço. O complexo integra habitações de piso térreo — na sua maioria em estado de ruína, embora persistam alguns corpos habitados e descaracterizados.
No alçado sul deste espaço central, subsiste o que poderá ter sido um antigo pórtico de acesso, onde são visíveis lajes de calcário que configuram uma área de soleira, enquanto o setor este da quinta se encontra atualmente ocupado por uma oficina de automóveis.
Na ala norte localiza-se a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem que, apesar do avançado estado de degradação, mantém a fachada principal, registando-se a derrocada das restantes paredes periféricas. A antiga cobertura, atualmente colapsada, seria em abóbada de berço estruturada por fiadas de tijoleira unidas por argamassa e dispostas em espinha. No frontispício, orientado a sul, destaca-se a empena triangular e um portal simples (atualmente emparedado), encimado por um óculo ao qual se sobrepõe um pequeno nicho com uma imagem temporalmente dissonante. As fontes documentais consultadas apontam 1673 como o ano da sua construção.