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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Século XVIII?
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

Rua Henrique Mota 2810-500 Almada

Quinta de Chaves

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Imagem representativa de ARQ0178
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Imagem representativa de Quinta de Chaves. Vereda de circulação que garante acesso ao marco identiificado.
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Imagem representativa de Quinta de Chaves. Enquadramento parcial do sítio de identificação da ocorrência.
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Imagem representativa de Quinta de Chaves. Vereda de circulação que garante acesso ao marco identiificado.

Numa vereda definida por um trilho de passagem pedonal recorrente, foram identificados dois marcos de propriedade territorial associados a um antigo conjunto rural arruinado, possivelmente a Quinta de Chaves.

O primeiro elemento corresponde a um monólito de calcário de morfologia paralelepipédica, fincado verticalmente no solo. A sua face visível exibe um campo epigráfico delimitado por uma moldura retangular de traço inciso bem demarcado, no interior da qual se observa a inscrição “S MO” — abreviatura de Santíssimo, com o "MO" sobrelevado e em menor dimensão.

Pode tratar-se de uma abreviatura paleográfica indicativa de uma antiga propriedade ligada à Irmandade do Santíssimo Sacramento, com paralelo direto na ampla tradição nacional de demarcação territorial de bens eclesiásticos do Antigo Regime (séculos XVII-XVIII). O uso desta sigla num campo epigráfico resguardado por moldura constituía uma constante na fixação de limites de "prazos" e casais agrícolas sob administração da Igreja.

O padrão regista 55 cm de comprimento visível, 23 cm de largura e 16 cm de espessura, caracterizando-se por superfícies de talhe grosseiro, rugoso e irregular fora do espaço reservado ao texto.

A cerca de 4 metros de distância, na direção sudoeste e acompanhando o alinhamento do caminho, assinala-se a presença de um segundo padrão de características idênticas, igualmente adossado a um muro de alvenaria severamente colapsado. Uma vez que a provável face gravada deste último se encontra voltada para a estrutura murária, não foi possível registar qualquer tipo de inscrição. O posicionamento próximo e o embutimento atual de ambos os marcos sugerem uma posterior reutilização funcional como elementos de apoio e sustentação estrutural daquela parede, ação que desvirtuou a sua implantação isolada original.