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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Paleolítico
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

Rua Francisco Bastos 2810-434 Almada

Quinta de Espadeiros

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Imagem representativa de Esp

Conjunto arquitetónico com origem no século XVII, constituído por casa de habitação, capela, dependências rurais e terrenos agrícolas. Embora existam várias hipóteses para a génese do topónimo, assume-se que este poderá prender-se com a presença de um foreiro da Albergaria de São Lázaro, de nome Manuel Ribeiro, que exerceria o ofício de alfageme (armador/fabricante de espadas) em finais do século XVIII.

Numa prospeção realizada em data indeterminada no interior da propriedade, foram recolhidos uma lasca e um núcleo em sílex. Estes materiais testemunham ações de talhe associadas a uma indústria lítica de prática recorrente e indiciam o transporte de suportes exógenos através de redes de circulação e troca.

A ocorrência sugere a passagem ou permanência temporária de comunidades nómadas durante a Pré-História Antiga (Paleolítico Superior, genericamente entre c. 40 000 e 10 000 a.C.), cuja subsistência assentava na caça, na pesca e na recolha de recursos estuarinos da região. Todavia, a impossibilidade de obter autorização de acesso à propriedade impediu a confirmação do atual estado de conservação do sítio arqueológico.