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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico; Mesolítico?
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

EN 377-1/Estrada Militar 2825-836 Caparica

Quinta de Nossa Senhora da Conceição 1

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Imagem representativa de ARQ0087
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Imagem representativa de Quinta de Nossa Senhora da Conceição 1. Conjunto de material lítico identificado.

Ocorrência arqueológica identificada em terreno onde se assinalou atividade de talhe lítico, consubstanciada na dispersão de peças e subprodutos de debitagem, designadamente lascas em quartzito e sílex.

Os testemunhos materiais indiciam a existência de um potencial sítio de dimensões significativas, cujos assentamentos humanos remontam à Pré-História Antiga, englobando os períodos do Paleolítico (c. 35 000 a.C. – 10 000 a.C.) e Mesolítico (c. 10 000 a.C. – 6 000 a.C.). Embora o contexto se encontre atualmente desvirtuado pela atividade agrícola contínua, os vestígios reiteram a passagem ou o estabelecimento de grupos nómadas nestas áreas bem irrigadas, próximas de linhas de água sazonais. O seu modelo de subsistência assentaria na caça, na pesca e na recoleção de recursos estuarinos de cariz alimentar, enquadrando-se no perfil de comunidades de caçadores-recoletores e pescadores tardios na bacia fluvial do rio Tejo.

A parcela integra a Área de Sensibilidade Arqueológica 5 (ASA 5) delimitada em PDM, correspondente à Quinta da Nossa Senhora da Conceição I. Esta zona de proteção é definida pela recorrência de vários pontos de interesse arqueológico que, no seu conjunto, configuram uma mancha de ocupação mais ampla.