PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Paleolítico; Mesolítico?
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada
Quinta de Nossa Senhora da Conceição 1
Ocorrência arqueológica identificada em terreno onde se assinalou atividade de talhe lítico, consubstanciada na dispersão de peças e subprodutos de debitagem, designadamente lascas em quartzito e sílex.
Os testemunhos materiais indiciam a existência de um potencial sítio de dimensões significativas, cujos assentamentos humanos remontam à Pré-História Antiga, englobando os períodos do Paleolítico (c. 35 000 a.C. – 10 000 a.C.) e Mesolítico (c. 10 000 a.C. – 6 000 a.C.). Embora o contexto se encontre atualmente desvirtuado pela atividade agrícola contínua, os vestígios reiteram a passagem ou o estabelecimento de grupos nómadas nestas áreas bem irrigadas, próximas de linhas de água sazonais. O seu modelo de subsistência assentaria na caça, na pesca e na recoleção de recursos estuarinos de cariz alimentar, enquadrando-se no perfil de comunidades de caçadores-recoletores e pescadores tardios na bacia fluvial do rio Tejo.
A parcela integra a Área de Sensibilidade Arqueológica 5 (ASA 5) delimitada em PDM, correspondente à Quinta da Nossa Senhora da Conceição I. Esta zona de proteção é definida pela recorrência de vários pontos de interesse arqueológico que, no seu conjunto, configuram uma mancha de ocupação mais ampla.