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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Não
Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: IHRU / Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP)

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Interesse Municipal (IM)
Legislação Associada: Decreto n.º 8/83, Diário da República n.º 19/1983, Série I, de 24 de janeiro

CONTACTOS

Telefone
218 126 890
Rua das Quintas – Quinta da Conceição 2829-508 Monte da Caparica

Quinta de Nossa Senhora da Conceição, incluindo o celeiro, o pombal, a nora e o jardim

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Imagem representativa de 02_Ficha_Carta_Patrimonio_2024.01.10-15
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Imagem representativa de Quinta de N.ª Sr.ª da Conceição - Pombal
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Imagem representativa de Quinta de N.ª Sr.ª da Conceição - Vista do Pombal
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Imagem representativa de Quinta de N.ª Sr.ª da Conceição - Aspeto interior
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Imagem representativa de Quinta de N.ª Sr.ª da Conceição - Perspetiva interior.

A Quinta de Nossa Senhora da Conceição, uma das muitas quintas e respetivas casas da zona, é ainda testemunho da exploração agrícola e da antiga vivência rural em Almada. A construção da casa deverá situar-se na primeira metade do século XVIII, destacando-se no portal a data de 1749, ainda que o imóvel hoje existente seja fruto de várias intervenções ocorridas durante o século XIX, as quais, para lá da balaustrada do corpo principal e do levantamento do corpo posterior de três pisos, lhe acrescentaram elementos decorativos.

É caracterizada como casa de habitação unifamiliar, com fachada principal de dois pisos, dividida em três corpos, marcada por porta principal encimada com janelas de sacada, num dos panos, e janelas simples, nos restantes; pátio lateral antecedido por muro alto, no qual se rasga um portão e vãos gradeados que separam o pátio do exterior. Das dependências agrícolas que deveriam apoiar a quinta, subsistem ainda um poço de boca circular, complementado por nora metálica apoiada em dois esteios verticais; extramuros, mantém-se um celeiro de planta retangular com telhado de duas águas, que hoje funciona como espaço de culto religioso, bem como o pombal de planta circular, com cobertura em cúpula e rodeado por gradeamento.

Na década de 1970, o desenvolvimento do Plano Integrado de Almada (PIA) leva à expropriação de parte da quinta para a construção de prédios. Enquanto esteve na posse do Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE), atingiu um elevado estado de degradação. Em 1991, procedeu-se ao adoçamento, no corpo posterior do lado este, de um edifício prismático. Durante esta década, a quinta é cedida à central sindical UGT, sofrendo várias intervenções que procuravam adaptá-la a escola, tendo ali sido instalado o Centro de Formação Sindical de Aperfeiçoamento Profissional. Atualmente, a gestão está entregue à FCMP – Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. As adaptações a novos usos e as alterações consecutivas foram responsáveis pela progressiva adulteração da integridade inicial e funcional do imóvel, ainda que tenham contribuído para a manutenção das boas condições estruturais do edificado. A desagregação do pombal dos terrenos da quinta, a cedência do antigo celeiro e a adaptação/reutilização para fins religiosos comprometeram a ambiência do conjunto agrícola.